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Presidente interina da Venezuela descarta convulsão social após terremotos

Delcy Rodríguez afirma que país está unido diante da tragédia, enquanto número de mortos sobe para 3.342, segundo o governo

Delcy Rodríguez: "Não haverá convulsão social. O que existe é uma profunda solidariedade do nosso povo", declarou. (JUAN BARRETO/AFP)

Delcy Rodríguez: "Não haverá convulsão social. O que existe é uma profunda solidariedade do nosso povo", declarou. (JUAN BARRETO/AFP)

Publicado em 5 de julho de 2026 às 18h35.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, descartou neste domingo, 5, a possibilidade de uma "convulsão social" após os dois terremotos que atingiram o país em 24 de junho e elevaram para 3.342 o número de mortos, segundo o balanço mais recente do governo.

Durante a celebração do Dia da Independência, nas instalações do Forte Tiuna, em Caracas, Rodríguez afirmou que a população tem respondido à tragédia com união.

"Não haverá convulsão social. O que existe é uma profunda solidariedade do nosso povo", declarou.

Rodríguez assumiu interinamente a Presidência após a captura de Nicolás Maduro, no início do ano, em uma operação conduzida pelos Estados Unidos.

Enquanto o governo reforça o discurso de unidade nacional, moradores das áreas mais atingidas relataram à AFP insatisfação com a resposta das autoridades diante da tragédia.

Segundo o Ministério das Comunicações da Venezuela, os terremotos deixaram 3.342 mortos e 16.740 feridos. O balanço anterior, divulgado no sábado, registrava 2.954 vítimas fatais e 16.592 feridos.

A região mais afetada foi La Guaira, estado vizinho a Caracas, onde os tremores provocaram destruição em larga escala e mobilizaram equipes de resgate na busca por sobreviventes e vítimas sob os escombros.

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