Projeto da base lunar: ideia de levar impressoras 3D robotizadas reduz a logística e aproveita os recursos encontrados na Lua (ESA/Foster + Partners)
Da Redação
Publicado em 6 de fevereiro de 2013 às 09h23.
São Paulo - A Agência Espacial Europeia (ESA) pretende construir uma base na Lua com ajuda de impressoras 3D controladas por robôs. Tudo isso a partir de materiais locais, como a poeira lunar.
O desejo de fazer uma base na Lua não é recente. Os europeus se mostram interessados nisso faz tempo. Porém, os altos custos do transporte dos materiais para a construção eram grandes empecilhos. Mas a ideia de levar impressoras 3D robotizadas reduziria a logística e aproveitaria os recursos encontrados na Lua.
A Nasa já havia demonstrado que é possível construir estruturas rígidas com poeira lunar ou regolito, fragmento de pedra que cobre a superfície do satélite da Terra. Agora, a ESA se uniu com empresas, como o escritório de arquitetura Foster + Partners, para testar a viabilidade da impressão 3D no solo lunar.
Para testar o conceito, a empresa Monolite forneceu uma impressora 3D capaz de imprimir peças de até 6 metros de comprimento. Durante o experimento, ela construiu um bloco de 1,5 tonelada com uma poeira parecida com o regolito lunar.
Os arquitetos da Foster + Partners devem usar o modelo para estimar a estrutura da base lunar. A estrutura das paredes deve ser parecida com a das colmeias, ou seja, buracos espalhados pela carcaça interna. Além disso, a base pode ter capacidade para acomodar quatro astronautas e oferecer proteção contra micrometeoritos, radiação espacial e flutuações extremas de temperatura.