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Apple muda de ideia e não investirá mais em 'coach de saúde' de IA

Novo responsável pelo setor de saúde da Apple quer empresa mais competitiva no mercado e reformula estratégia

Apple: empresa quer mudar de rumo para investir em recursos tecnológicos de saúde (Sawayasu Tsuji/Getty Images)

Apple: empresa quer mudar de rumo para investir em recursos tecnológicos de saúde (Sawayasu Tsuji/Getty Images)

Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury

Colaboradora

Publicado em 8 de fevereiro de 2026 às 12h15.

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A Apple desistiu de desenvolver um assistente de saúde digital inteiramente operado por inteligência artificial como parte de uma decisão estratégica que visa reformular as ideias da empresa para o mercado de bem-estar. As informações são da Bloomberg.

Conforme fontes ouvidas pela reportagem, a mudança veio após Eddye Cue, vice-presidente sênior de serviços da empresa, assumir o setor de saúde na maçã. Em reunião com os funcionáriops, Cue teria dito que a empresa de tecnologia precisa alterar o posicionamento para ser mais competitiva nas iniciativas de saúde e mencionou os apps Oura Health Oy e Whoop Inc, ambas empresas de monitoramento de saúde por assinatura.

Para ele, serviços considerados como essenciais pelos usuários fidelizados, como Apple Fitness e o aplicativo de Saúde, não são produtos que destacam a empresa como líder na área.

Assim, é provável que a ideia de um 'coach de saúde', de codinome Mulberry, se torne parte de algo maior que afetará todas as operações de saúde da maçã. Há expectativas internas de que a empresa adicione funções de IA que chegariam em outro momento como Health+ aos serviços já existentes para usuários de iPhone, Apple Watch e mais.

Rivalidade interna

A decisão de Cue teria sido motivada pelo sucesso de aplicativos de terceiros no ecossistema da loja App Store, como Strava e GymRats, O Strava é o que mais compete contra as funcionalidades de registro de saúde diário — movimentos cardíacos, passos e distância percorrida — dos serviços embutidos da Apple por partilhar do mesmo propósito e ainda possibilitar o compartilhamento em redes sociais.

Com o Health+, que foi adiado duas vezes após a empresa repensar como introduziria IA no ecossistema, a Apple direcionaria recomendações personalizadas de saúde aos usuários e combinaria dados obtidos pelos apps de saúde com documentos enviados pelos usuários. Entretanto, o desenvolvimento do app foi deixado em segundo plano para conteúdos como vídeos educacionais, treinos em casa e detecção de problemas de sono; nada que fez a Apple se destacar consideravelmente no mercado.

Agora, a maçã tem planejado entrar na competitiva área de assistentes virtuais com um chatbot que responde a diversas questões de usuários sobre a própria saúde. O sistema seria um rival do Google, que hoje recolhe respostas com base no que a IA Gemini recomenda. Outra iniciativa, prevista para estrear com o iOS 27, consiste em adicionar uma nova Siri específica para questões de saúde que estejam relacionadas aos dados apresentados no Health+.

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