Tecnologia

Apple deve lançar iPhone dobrável de mais de US$ 2 mil no primeiro teste de Ternus como CEO

Novo modelo chega em meio à expectativa de reajustes nos preços e à pressão de custos sobre a empresa

iPhone dobrável: lançamento coloca Ternus diante de um desafio (Xu Kaicheng/VCG/Getty Images)

iPhone dobrável: lançamento coloca Ternus diante de um desafio (Xu Kaicheng/VCG/Getty Images)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 7 de setembro de 2026 às 15h45.

Última atualização em 7 de setembro de 2026 às 17h14.

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John Ternus, novo CEO da Apple, fará na quarta-feira, 9, sua primeira apresentação dos novos produtos à frente da companhia. O principal destaque deve ser um iPhone dobrável, que pode chegar ao mercado com preço superior a US$ 2 mil.

O lançamento coloca Ternus diante de um desafio. Segundo reportagem do Financial Times, além de apresentar um formato inédito na história do iPhone, a Apple deve elevar os preços de sua linha de smartphones para compensar o aumento dos custos em sua cadeia de fornecedores.

O aparelho dobrável está em desenvolvimento há pelo menos oito anos dentro da divisão de hardware da Apple, que era comandada por Ternus até ele assumir o cargo de CEO. A tecnologia, porém, começou a ser estudada antes mesmo de Tim Cook chegar ao comando da empresa.

Uma patente de 2011 já mostrava o desenvolvimento de um mecanismo de dobradiça, enquanto as equipes de engenharia e telas faziam testes com a tecnologia desde 2018, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

O avanço dos componentes ajudou a tornar o projeto mais viável. As telas dobráveis ficaram mais resistentes, tiveram a marca de dobra reduzida e passaram a custar menos para serem produzidas.

Imagem de suposto iPhone dobrável que seria lançado em 2023, segundo a MacRumors — o suposto dobrável da linha 18 ainda não teve imagens divulgadas (Reprodução/MacRumors)

Aposta desafiadora

O desafio está também na demanda. Os celulares dobráveis representam cerca de 2% das vendas globais de smartphones, e o ritmo de crescimento desse mercado diminuiu desde que Huawei e Samsung lançaram seus primeiros modelos, em 2019.

A Apple, segundo o FT, aposta que um produto mais refinado pode reacender o interesse por esse segmento e ampliar sua participação. A estratégia é semelhante à adotada pela empresa em outras ocasiões: acompanhar concorrentes assumirem os riscos iniciais de uma nova tecnologia e entrar depois com uma versão aprimorada.

A empresa também enfrenta pressão de custos. Assim como o restante do setor de eletrônicos de consumo, ela foi afetada neste ano pela escassez de componentes, especialmente chips de memória, em meio à forte demanda dos data centers. A companhia já aumentou os preços de Macs e iPads.

A expectativa é que o modelo dobrável seja lançado junto a outros iPhones, enquanto a versão de entrada do iPhone 18 deve ter seu lançamento escalonado para a primavera do próximo ano.

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