Isadora Rebouças, CEO da Citas: “O que falta hoje no Centro é gente morando” (Omar Paixão/Exame)
Repórter
Publicado em 30 de julho de 2026 às 06h00.
Última atualização em 30 de julho de 2026 às 10h49.
Até poucos anos atrás, edifícios comerciais vazios no Centro de São Paulo eram vistos como um passivo. Hoje, tornaram-se matéria-prima para um novo mercado.
A Citas, empresa comandada por Isadora Rebouças, compra prédios abandonados, reforma e os transforma em moradias compactas para locação.
Desde o início da operação, a empresa já investiu mais de R$ 100 milhões em aquisições e retrofits, soma três edifícios em operação, quatro em obras e cerca de 800 unidades sob gestão, número que deve chegar a 1.200 até 2027.
A aposta acompanha a mudança do Centro. Com a migração de empresas para outras regiões, centenas de edifícios comerciais perderam ocupação.
“O que falta hoje no Centro é gente morando. Quanto mais retrofits houver, maior será a valorização da região.”
O movimento ganhou força com incentivos da Prefeitura de São Paulo, que afirma ter 49 edifícios em processo de retrofit, 15 deles concluídos, e pretende atrair 220.000 novos moradores para a região.
Entre 2021 e 2025, foram autorizadas 36.735 novas unidades habitacionais no Centro. Nesse cenário, a Citas prepara novos projetos, entre eles a transformação de um edifício adquirido no Vale do Anhangabaú, reforçando a aposta de que a revitalização do Centro também passa pela moradia.
O modelo prioriza estúdios para locação de longo prazo, mantendo imóveis ocupados e o Centro mais vivo diariamente aqui.