Raul Corrêa da Silva, CEO da BDO Brazil: gestor recusou convites para levar a sede da empresa para a Faria Lima (BDO Brazil/Divulgação)
Repórter
Publicado em 30 de julho de 2026 às 06h00.
A empresa de auditoria e consultoria BDO poderia ter seguido o caminho de outras grandes companhias que migraram para a Faria Lima ou a Berrini. Porém, preferiu o movimento inverso. Desde 2011, ocupa um edifício histórico na Rua Major Quedinho, no Centro de São Paulo, reformado e transformado em sua principal aposta.
Projetado por Rino Levi, o prédio abrigou Estadão, Diário Popular, Gazeta Mercantil e as rádios Eldorado e Nova Brasil. A empresa chegou ocupando alguns andares, avançou gradualmente e, no ano passado, assumiu o último pavimento.
De lá para cá, investiu mais de R$ 8 milhões na reforma da sede, preparada para receber cerca de 1.500 pessoas.
Fundador e CEO da BDO, Raul Corrêa da Silva recusou propostas para levar a operação a outros polos empresariais.
“Eu não sou camarada de seguir moda. Essa decisão de ir para o coração de São Paulo é aquilo em que a gente acredita”, afirma.
A BDO faturou R$ 500 milhões em 2025, alta de 11% em relação ao ano anterior, reúne 2.200 profissionais em 28 escritórios e também assumiu o naming rights do Teatro BDO Jaraguá, no edifício ao lado.
Durante a pandemia, Silva recebeu propostas para mudar de endereço e, depois, convite para ocupar um único prédio próximo à sua casa, o que seria cômodo para ele. Mas recusou novamente.
“Acredito no potencial, na história e na revitalização do Centro.”