Serpenti Abstraction: colar com motivos geométricos inspirado no movimento do século 20 (Bvlgari/Divulgação)
Repórter de Casual
Publicado em 30 de julho de 2026 às 06h00.
Marilyn Monroe cantava que os diamantes são os melhores amigos das mulheres. Mas não é apenas essa pedra que brilha no universo da Bvlgari. Combinações com rubis, esmeraldas, rubelitas, águas-marinhas, turmalinas e safiras completam a lista de amigos íntimos da coleção de alta joalheria da marca italiana. E o Brasil agora faz parte do circuito de destinos que recebe essa linha.
A boutique da marca no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo, é o primeiro ponto da América Latina com uma coleção permanente de alta joalheria, ao lado de endereços como Nova York, Paris e Milão. A seleção reúne mais de 20 criações.
Entre os destaques está a clássica linha Serpenti, com peças de ouro branco, rosé ou amarelo — caso do conjunto Serpenti Dragoni, colar e pulseira modulares de ouro 18 quilates com rubis e diamantes marquise. Também integra a seleção um conjunto Divas’ Dream, inspirado nos mosaicos das Termas de Caracalla, em Roma, com rubelita e diamante sobre ouro rosé, além de um conjunto com esmeraldas colombianas e diamantes de ouro branco.
Segundo Elodie Thellier, presidente da Bvlgari para América Latina e Caribe, cada peça começa pela escolha de uma pedra preciosa e é produzida integralmente na Itália, por um mestre artesão, em um processo que leva mais de seis meses. “A alta joalheria nunca é obra de uma única pessoa”, diz. Ainda que a produção esteja centralizada na Itália, as coleções trazidas ao Brasil são escolhidas conforme o perfil do consumidor local.
Alta joalheria: cliente brasileiro se interessa pela história da criação das peças (Bvlgari/Divulgação)
A boutique do JK Iguatemi possui 25 criações disponíveis de forma permanente. Outras peças da coleção global podem chegar ao país para eventos ou por encomenda. Para Thellier, a alta joalheria representa o nível mais alto do portfólio da marca, e a decisão de fixar uma coleção em São Paulo reflete o peso do mercado brasileiro na operação da Bvlgari.
“O consumidor brasileiro está mais maduro e cada vez mais interessado em marcas reconhecidas como grandes autoridades em seus campos de atuação, como é o caso da Bvlgari no território da joalheria”, diz a executiva.
Para ela, o cliente brasileiro está informado e se interessa pela história por trás de cada peça. Ela associa isso a uma mudança de comportamento: a maior parte das compras de alta joalheria por brasileiros passou a ocorrer no país, à medida que a marca padronizou aqui a experiência oferecida em Roma ou Paris. Os canais online ampliaram o acesso, mas o contato presencial continua insubstituível nesse segmento. “Sentir o peso de uma peça, observar como a luz interage com uma pedra preciosa e descobrir de perto o trabalho artesanal acrescentam uma dimensão à experiência que apenas o contato físico pode oferecer.”
A chegada da alta joalheria ao Brasil também acompanha uma parceria com a Pinacoteca de São Paulo. Para Thellier, a escolha reconhece a instituição como referência cultural na América Latina e segue um princípio da marca: aproximar universos distintos, no caso, a herança romana da Bvlgari e a cena de arte contemporânea brasileira. Para ela, a coleção Eclettica, mais recente lançamento de alta joalheria, é um exemplo desse diálogo com escultura, pintura e arquitetura. “Assim como a Bvlgari utiliza o patrimônio clássico de Roma para criar algo decididamente contemporâneo, no Brasil celebramos uma instituição que preserva o legado artístico do país ao mesmo tempo que abraça a modernidade.”
Marilyn Monroe ajudou a transformar os diamantes em ícones do desejo. A Bvlgari amplia esse imaginário ao mostrar que, na alta joalheria, o brilho também está na combinação entre diferentes pedras preciosas, na técnica artesanal e na história que cada criação carrega.