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Brasil é líder em patentes na América Latina, mas 85% das inovações são estrangeiras

Brasil lidera em registros de patentes na América Latina, mas a maior parte delas pertence a estrangeiros

Fábrica da Embraer: empresa é exemplo do avanço industrial do Brasil (Leandro Fonseca/Exame)

Fábrica da Embraer: empresa é exemplo do avanço industrial do Brasil (Leandro Fonseca/Exame)

Rafael Balago
Rafael Balago

Repórter de internacional e economia

Publicado em 25 de junho de 2026 às 06h00.

Última atualização em 25 de junho de 2026 às 12h46.

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Quando uma ideia ou descoberta gera lucro, ela precisa ser patenteada para que seus criadores possam ganhar com ela e, com isso, criar um ambiente que estimule a inovação.

Um estudo mostra que o Brasil é o país que mais registra patentes na América Latina: quase uma de duas novas soluções registradas na região tem origem no país. “O Brasil tem franjas de excelência global. Não são todos os países que têm uma Embraer, uma Embrapa, que são capazes de construir submarinos de guerra com alta engenharia”, diz Sandro Mendonça, pesquisador da Organização Europeia de Patentes (OEP), que fez o estudo com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

No entanto, 85% das ideias registradas na América Latina são de empresas estrangeiras, com sede nos EUA e na Europa. Ou seja: são companhias de fora que fazem pesquisas aqui, mas acabam ficando com os direitos das descobertas.

O estudo mostra ainda que há potencial para que as universidades aumentem sua atuação, pois respondem por 29% dos registros. “A região já conta com talentos significativos e expertise científica, mas habilidades de comercialização, capacidades de transferência de tecnologia e vínculos mais fortes entre universidades e indústria, além de políticas públicas eficazes e maior cooperação regional”, diz Antônio Campinos, presidente da OEP.

A criação de tecnologia interessa especialmente à indústria. Segundo o estudo, as fábricas com maior uso de propriedades intelectuais registradas representam 16% do PIB industrial brasileiro, têm produtividade maior e salários em média 30% mais altos.

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