Felipe Franzina, fundador da Amazonia Bio Group: “O cliente compra fruta de verdade, não um saborizante artificial” (Amazon Bio/Divulgação)
Repórter
Publicado em 25 de junho de 2026 às 06h00.
Última atualização em 25 de junho de 2026 às 11h17.
Levar frutas da floresta para a indústria global é a aposta da Amazonia Bio Group. Quando criou a empresa, Felipe Franzina acreditou que ingredientes amazônicos poderiam ir além da venda como matéria-prima.
Fundada em 2015, a companhia transforma açaí, cupuaçu, acerola, guaraná e camu-camu em produtos como purês, concentrados e pós liofilizados para indústrias de alimentos, suplementos e cosméticos.
Em 2025, faturou mais de 7 milhões de dólares e projeta dobrar a receita em 2026 com a operação da primeira fábrica própria, comprada no Amapá.
A planta tem capacidade para processar 2 milhões de quilos de açaí por ano. A empresa mantém escritórios em Portugal e na Bélgica e exporta 85% do faturamento para clientes em mais de 30 países.
A tecnologia de liofilização preserva propriedades dos ingredientes naturais usados em produtos clean label e alimentos funcionais. A Amazonia Bio trabalha com cooperativas e pequenos produtores amazônicos, e quer levar mais etapas do processamento para dentro da região.