A pandemia e a crise social escancararam a importância das práticas ESG

A estreia do especial Melhores do ESG vem num momento de fragilidade social ímpar ­— e de urgência por projetos de longo prazo

A esta altura da pandemia já ficou claro que a crise escancarou as fragilidades e acelerou as mudanças. Esses são dois temas centrais desta edição da EXAME. Ela marca a estreia de um especial sobre as melhores empresas do Brasil em práticas ESG — sigla em inglês para ambiental, social e governança. É a evolução de um estudo que publicamos nos últimos 20 anos sobre as melhores ações de sustentabilidade do país.

O tempo passou, e o escopo de preocupação das empresas, e da EXAME, cresceu. As companhias de ponta são transparentes, diversas e constroem sua estratégia de negócios de forma a causar o melhor impacto social possível. Contamos a história de empresas como o banco Itaú, que criou uma organização focada em mitigar os efeitos da pandemia e em deixar marcas duradouras na prevenção de novas emergências de saúde.

Mostramos também como companhias novatas e tradicionais entenderam que as práticas ESG caminham de mãos dadas com o retorno financeiro. A Malwee fabrica roupas em unidades fabris que usam cada vez menos insumos; a Ambipar exporta tecnologia de gestão de resíduos para o mundo; o Mercado Livre empodera milhões de pequenos empresários; o Boticário faz da diversidade um diferencial competitivo. 

Em outra reportagem desta edição, mostramos o momento de especial fragilidade social vivido pelo país — que amplifica a importância de empresários que conectem o sucesso de seus negócios a uma sociedade mais próspera. A pandemia ampliou o número de brasileiros em situação de pobreza e que precisam de ajuda. Cerca de 25% da população vive com menos de 460 reais por mês e 6% sofrem para passar o mês com menos de 155 reais, rendimento que os coloca na extrema pobreza.

É uma crise global que encontra no Brasil um tecido social dos mais frágeis — seis em cada dez lares do país sofrem de insegurança alimentar, aponta levantamento da organização Food for Justice. Políticas públicas que visem reduzir a vulnerabilidade brasileira no longo prazo são uma das poucas certezas em todas as campanhas eleitorais de 2022. Para além das promessas de campanha, o Brasil precisa cada vez mais de políticas coordenadas entre poder público, empresas e organizações de olho não no divisionismo, mas na união.

A pandemia mostrou que empresas e sociedades mais frágeis sofrem mais nas crises, e que organizações solidárias e ágeis aproveitam esses momentos de desafio extremo para crescer. A EXAME­ seguirá sendo uma voz ativa na construção de um país menos vulnerável e mais próspero. Boa leitura! 

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