Poliana Lanari, diretora para a América Latina da Harting: fabricante de conexões elétricas (Harting/Divulgação)
Repórter de internacional e economia
Publicado em 30 de julho de 2026 às 06h00.
Como o acordo UE-Mercosul ajudará os negócios no Brasil?
O acordo é um marco para a indústria brasileira. No meu caso, eu importo os conectores. Se eu pago 16% de imposto de importação e esse imposto vai a zero, vai dar uma competitividade maior para a indústria brasileira. Isso nos ajuda muito a competir com o produto asiático, que vai manter o imposto. Temos alguns produtos que já começam agora a ter redução da alíquota, e outros que vão levar de três a quatro anos para a alíquota cair a zero. Mas já estamos vendo mais oportunidades no mercado. Estive em vários eventos e há mais boa vontade entre os continentes. Foi uma boa abertura de portas.
E quais serão os impactos para as exportações brasileiras?
Ao fabricar no Brasil, a pegada de carbono será melhor do que ao fabricar na Europa. E isso vai trazer muito investimento, porque a nossa energia é limpa. Por outro lado, a desvalorização do dólar diante do real deixa nosso produto mais competitivo.
Quais são os planos para os próximos anos?
Esperamos crescer dois dígitos, no Brasil e nas Américas. Hoje, nosso faturamento é de aproximadamente 20% na Alemanha, 25% no resto da Europa, 30% na Ásia e 25% nas Américas. A ideia é que em dois anos isso seja equânime, 33% em cada continente. Ou seja, vamos crescer muito nas Américas.