50 histórias que mudam o Brasil

Selecionamos 50 startups que abrem caminhos — e que contrastam com o imobilismo visto nas eleições do Congresso
 (Germano Lüders/Exame)
(Germano Lüders/Exame)
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Lucas AmorimPublicado em 11/02/2021 às 05:32.

Que saudade do futuro, como escreveu o poeta Murilo Mendes. O ano de 2021 começou, e não só a pandemia segue firme e forte como o país se viu às voltas com uma eleição pouco edificante no Congresso. Liberação de emendas aos 40 do segundo tempo, promessas vazias, conchavos descasados aos interesses nacionais: teve de tudo. A julgar pelas manchetes dos primeiros 45 dias do ano, o Brasil segue atado a seu passado. Esta edição da EXAME, porém, trata de um outro país. É o Brasil que vê um recorde de empresas de tecnologia chegando à bolsa e duelando no interesse dos investidores com os pesos-pesados de sempre. É também o país que, em meio à pior pandemia do último século, empreendeu como nunca. 

Esta edição traz um levantamento inédito feito por nossa equipe e por um grupo de especialistas com o objetivo de mapear quais são as 50 startups que estão mudando o país. Suas histórias, e suas empresas, mostram um Brasil diverso, ambicioso, inovador e solidário. E que vê oportunidades nos desafios do dia a dia. São startups como a Conta Simples, um banco digital focado em PMEs que faz gestão de despesas e de pagamentos — uma dor de cabeça num país burocrático como o nosso. Contamos a história da Colab, uma ferramenta que conecta cidadãos e governos, e da CargoX, que une transportadoras a quem precisa de transporte, aumentando a eficiência num setor historicamente carente no país. Entre as selecionadas está também a Trybe, startup que forma (e financia) desenvolvedores de softwares, inserindo uma geração de brasileiros num mercado em transformação. 

São empresas que preenchem lacunas deixadas pelo setor público, que reduzem o baque de crises e que ajudam o país a ansiar por algo mais na década que começa. Os empresários selecionados têm as origens mais diversas — da atriz Marina Ruy Barbosa, que trouxe um olhar fresco ao mercado de moda, ao empreendedor Akin Abaz, negro e transgênero, que trabalha pela inclusão digital nas periferias. Os negócios retratados também têm graus diversos de maturidade, com empresas listadas, como a Méliuz, em meio a novatas que lutam pelo primeiro aporte. Mas todas elas, sem exceção, têm enorme potencial de crescer — e de transformar o país. Boa leitura!