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Sexta-feira 13: por que hotéis evitam o número 13 em quartos e andares

Para evitar desconforto entre os hóspedes, muitos hotéis e edifícios omitem o número 13 de quartos, andares e elevadores, refletindo o impacto cultural dessa crença

Sexta-feira 13: data ficou famosa na cultura pop ((Imagem feita com Inteligência Artificial))

Sexta-feira 13: data ficou famosa na cultura pop ((Imagem feita com Inteligência Artificial))

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 13 de junho de 2025 às 07h21.

A superstição de que o número 13 traz má sorte, conhecida como triscaidecafobia, é uma crença amplamente disseminada, especialmente no Ocidente. Essa ideia afetou até mesmo a arquitetura de muitos hotéis e edifícios, que evitam o uso do número 13 em quartos e andares.

Muitos hotéis optam por pular o número 13 em seus quartos e andares, indo diretamente do 12º para o 14º andar ou utilizando alternativas como "12A" ou "14A" para suavizar o impacto dessa superstição entre os hóspedes. A preocupação é que o número 13 possa causar desconforto a algumas pessoas, levando-as a solicitar mudanças de quarto ou até mesmo a recusar hospedagem.

Além de hotéis, essa prática se estende a arranha-céus, prédios residenciais e até companhias aéreas, que também evitam a numeração 13 em suas estruturas. A lógica por trás dessa omissão é evitar que clientes se sintam desconfortáveis ou recusados a utilizar esses espaços, o que pode afetar diretamente a ocupação e a satisfação dos clientes.

A origem da triscaidecafobia

A superstição do número 13 possui raízes históricas, religiosas e mitológicas. Uma das teorias mais amplamente aceitas remonta à Última Ceia, onde Jesus e seus 12 discípulos estavam presentes, totalizando 13 pessoas à mesa.

O 13º convidado, Judas, é considerado o traidor, o que associa o número a eventos negativos e trágicos. Essa crença sobre o número 13 é reforçada pela ideia de que ele quebra a harmonia do número 12, que é frequentemente visto como um símbolo de perfeição em várias culturas.

Influência cultural no design e marketing

A presença da triscaidecafobia nos hotéis e outros estabelecimentos também reflete como superstições culturais podem moldar decisões arquitetônicas e estratégias de marketing. Ao evitar o número 13, os hotéis garantem que a experiência do hóspede seja positiva, livre de ansiedades relacionadas à superstição.

Isso não apenas tranquiliza os hóspedes, mas também pode aumentar a taxa de ocupação, já que algumas pessoas podem evitar hotéis que apresentam o número 13 de forma explícita.

A ausência do 13 em outras indústrias

A omissão do número 13 não é exclusiva dos hotéis. Arranha-céus, prédios residenciais, escritórios e até companhias aéreas adotam práticas semelhantes para evitar que a superstição afete suas operações. Em alguns casos, como em voos de avião, o assento 13 simplesmente não existe, refletindo a influência da triscaidecafobia até em meios de transporte.

Uma prática cultural global

Apesar de sua popularidade no Ocidente, a superstição em torno do número 13 não é universal. Em algumas culturas, outros números ou datas têm o mesmo peso supersticioso, mas a omissão do número 13 continua a ser um fenômeno globalmente reconhecido.

Ao longo dos anos, essa crença moldou não apenas a arquitetura, mas também o comportamento das pessoas ao redor do mundo, tornando-se uma parte intrínseca do cotidiano de muitas sociedades.

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