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Rebel Moon: 5 curiosidades por trás do filme que levou quase 30 anos para ser produzido

A EXAME conversou com o diretor Zack Snyder e a atriz Sofia Boutella e obteve números exclusivos sobre a produção, que já tem parte dois com data de estreia

"Rebel Moon" estreia hoje no catálogo da Netflix (Cr. Clay Enos/Netflix /Divulgação)

"Rebel Moon" estreia hoje no catálogo da Netflix (Cr. Clay Enos/Netflix /Divulgação)

Luiza Vilela
Luiza Vilela

Repórter de POP e Redatora da Homepage

Publicado em 22 de dezembro de 2023 às 19h18.

Última atualização em 22 de dezembro de 2023 às 19h22.

O mais novo filme de Zack Snyder, "Rebel Moon - Parte 1: A Menina de Fogo" chegou à plataforma da Netflix nesta sexta-feira, 22. Planejado por quase 30 anos pelo diretor, a história se expandiu e criou um mundo próprio gigantesco — tão grande que contou até mesmo com a criação de uma fazenda do zero, feita apenas para o filme.

De forma exclusiva à EXAME, a Netflix compartilhou os números por trás da construção de "Rebel Moon". A dimensão impressiona: foram construídos 2 hectares de um vilarejo com mais de 20 estruturas totalmente funcionais para ambientação do filme, além de um rio artificial no meio das montanhas de Santa Clarita (Los Angeles) e do plantio de 3,6 hectares de trigo, que foram cultivados e colhidos ao final das gravações.

O diretor, produtor e roteirista Zack Snyder e a produtora Deborah Snyder no campo de trigo criado para o filme (Clay Enos/Netflix /Divulgação)

O longa-metragem contou ainda com 17 semanas de pré-produção, 153 dias de filmagem, mais de 200 páginas de roteiro, 9 estúdios de som, 64 espaços de apoio e 49 escritórios. Também foram criados três idiomas exclusivos, feitos por um linguista, para composição do mundo criado por Snyder. O figurino diverso do filme é assinado por Stephanie Porter, que trabalhou em "O Predador: A Caçada" e "Army of Dead".

"Trazer esse filme às telas é a realização de um sonho para mim, foram anos planejando, estudando, pensando em todo esse universo para finalmente colocá-lo no ar. E tem tanta coisa sobre ele, tantos figurinos, os idiomas que criamos, as referências", revelou Snyder em conversa exclusiva à EXAME, em junho deste ano, quando o diretor veio ao Brasil para o TUDUM. "Fico muito satisfeito porque tive apoio para por essa ideia maluca para fora. O elenco também foi uma gostosa surpresa", comentou ele.

"Rebel Moon - Parte 1: A Menina de Fogo" conta a história de Kora (Sofia Boutella), uma mulher misteriosa que faz um pouso forçado em uma colônia de fazendeiros, instalados na Lua Velt, fugindo do regime do Mundo-Mãe. Tudo muda quando o tirânico regente Balisarius (Fra Fee) e seu cruel emissário, o almirante Noble (Ed Skrein), descobrem que os fazendeiros têm vendido os excedentes da colheita para os irmãos Bloodaxe (Cleopatra Coleman e Ray Fisher), líderes de um grupo de insurgentes caçados pelo Mundo-Mãe. Logo, Kora se transforma na única
esperança de sobrevivência deles.

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Veja abaixo 5 curiosidades por trás do filme:

O elenco principal de "Rebel Moon" (Clay Enos/Netflix /Divulgação)

Rebel Moon foi inicialmente pensado como um episódio de Star Wars

"Rebel Moon" foi pensado na década de 1990, e inicialmente seria um novo capítulo de "Star Wars". A premissa da história é, inclusive, bem parecida com o universo criado por George Lucas, mas a assinatura própria de Snyder.

"Como acabou não dando certo com George Lucas, eu continuei desenvolvendo essa história ano após ano, até que ela ficasse grande o suficiente para ser um universo próprio, com identidade própria também. Por isso que vai ter parte dois", brincou o diretor.

Zack Snyder , Michiel Huisman e Sofia Boutella as Kora no set de Rebel Moon (Clay Enos/Netflix /Divulgação)

Snyder fez 4 mil desenhos para criar o universo do filme

Para trazer esse complexo universo ao ar, Snyder preparou uma extensa gama de referências, planejadas ao longo de quase 30 anos. Foram mais de 4 mil desenhos feitos pelo diretor do mundo inteiro de "Rebel Moon", que serviram como referência visual para os departamentos de arte, produção e efeitos visuais.

"Foi um trabalho extenso ao longo desses anos todos, mas eu não teria conseguido sem o apoio de toda a equipe", pontuou ele na conversa. Quando questionado sobre a sensação de ver a ideia saindo do papel, Zack abriu um sorriso. "É incrível, mesmo, e ficou exatamente como eu tinha imaginado".

O trabalho pesado da direção de arte foi dividido entre dois veteranos: Stephen Swain (1917, A Casa do Dragão, Star Wars: O Despertar da Força), responsável pela criação dos conceitos dos cenários, e Stefan Dechant (Círculo de Fogo: A Revolta, Kong: A Ilha da Caveira, Sucker Punch: Mundo Surreal), encarregado de executar os conceitos e supervisionar as construções.

Sofia Boutella em cena de ação sem dublê (Clay Enos/Netflix /Divulgação)

Sofia Boutella fez a maior parte das cenas de ação sem dublê

Protagonista do filme, Sofia Boutella resolveu encarar o desafio das cenas de ação — que são muito frequentes para sua personagem — sem dublês. 99% das cenas em que aparece lutando foram, de fato, feitas por ela mesma.

"Eu nunca tinha nem feito aulas de, sabe, artes marciais? Eu fui bailarina por muitos anos, então a parte das acrobacias não foi tão difícil, mas tive que aprender a lutar do zero", relatou ela à EXAME com certa timidez. "Eu queria sentir mesmo, entrar no corpo da personagem. Fiquei apreensiva no começo, mas tinha que ser tão 'bad ass' quanto a Kora".

Doona Bae, que interpreta a espadachim Nemesis, também optou por fazer a maior parte das cenas de ação. Para isso, fez um curso intensivo de luta com espadas. "Já é difícil aprender os ângulos
e as linhas para manusear uma espada só. Ela tinha duas,” diz O coordenador de cenas de ação Freddy Bouciegues, que trabalhou com Snyder em "Liga da Justiça". "O trabalho dela com espadas é uma combinação dos estilos de artes marciais silat e Jeet Kune Do".

A cena de combate com a metade aranha metade mulher Harmada exigiu uma coreografia cuidadosa com pelo menos seis dublês, responsáveis pelo comando das pernas da personagem.

Elenco de Rebel Moon no set de filmagem, com nave espacial feita para o filme. (Clay Enos/Netflix /Divulgação)

Nave espacial "de verdade"

Em um filme de ação com tantos takes no espaço, o uso do CGI era quase indispensável. Mesmo assim, a equipe de efeitos visuais, assinada por Marcus Taormina (Army of the Dead: Invasão em Las Vegas, Bird Box) e John DesJardin, o DJ (The Flash, Godzilla vs. Kong), optou por criar alguns dos cenários espaciais fora dos computadores.

Uma nave física foi construída por completo e duplicada para as cenas que precisavam de várias. “A princípio, íamos criar pequenos objetos de referência e caixas onde os atores pudessem entrar e interagir, para depois substituir toda a parte externa com computação gráfica. Mas logo percebemos que precisávamos de algo que o elenco pudesse ver, sentir, tocar, interagir de verdade. Por isso, optamos pela construção”, disse Taormina com exclusividade à EXAME.

Depois de totalmente construída, a nave pesava aproximadamente 10 toneladas. Vale dizer que as cenas do espaço, que mostram planetas e outras luas, foram inspiradas em fotos reais da NASA.

"Jimmy", dublado por Anthony Hopkins (Netflix/Divulgação)

O robô com inteligência artificial foi dublado por Anthony Hopkins

No enredo, programados para proteger a família real do Reino, os robôs do modelo "Jimmy", feitos de uma inteligência artificial muito avançada, ficaram sem propósito quando pararam de lutar depois que o rei foi morto. Agora, eles auxiliam as equipes militares do Mundo-Mãe.

Um desses Jimmys é enviado à Lua Velt e interage com os personagens. E Snyder fez questão que ele fosse dublado por Hopkins. "Anthony é um dos maiores atores vivos de qualquer geração. O fato de termos conseguido incluí-lo no filme é uma bênção e uma honra. Apresentei Jimmy a ele como um personagem com um coração enorme, que por acaso é um robô. Como ele embarca em uma jornada de autodescoberta, achei que ele se interessaria por esse aspecto do personagem”, disse o diretor.

Os movimentos corporais do soldado robô foram capturados pelo ator de 2,03 metros Dustin Ceithamer. O supervisor de efeitos visuais Marcus Taormina destaca: “No início, exploramos Jimmy como um robô. Depois decidimos que queríamos dar a impressão de que ele é como uma pessoa dentro de um traje mecânico. Queríamos que fosse fácil se identificar com ele”.

Ceithamer conseguiu aprimorar sua interpretação ao usar gravações provisórias da voz de Hopkins para encenar. Na pós-produção, foram adicionadas alterações sutis na coloração dos olhos e movimentos faciais na área da mandíbula e nas "orelhas" para dar a Jimmy características mais humanas.

Onde assistir "Rebel Moon"?

O filme está disponível no catálogo da Netflix.

Quando estreia "Rebel Moon" 2?

A parte 2 do filme tem estreia prevista para o dia 19 de abril de 2024.

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