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O que é o caso Epstein?

Epstein era um financista de Wall Street e sua riqueza tinha origem pouco clara; entenda o caso

Jovem adolescente protesta contra Jeffrey Epstein após ele ter sido acusado de tráfico sexual, em julho de 2019 (Stephanie Keith/Getty Images)

Jovem adolescente protesta contra Jeffrey Epstein após ele ter sido acusado de tráfico sexual, em julho de 2019 (Stephanie Keith/Getty Images)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 7 de fevereiro de 2026 às 09h21.

O Caso Epstein revelou uma rede internacional de tráfico sexual de menores e abusos liderada pelo bilionário americano Jeffrey Epstein, que utilizou sua fortuna e conexões com a elite global para manter o esquema por décadas.

Epstein era um financista de Wall Street e sua riqueza tinha origem pouco clara. Ele circulava entre figuras influentes da política, da realeza e do setor empresarial, mantendo relações com ex-presidentes dos Estados Unidos, membros da família real britânica e bilionários do setor de tecnologia.

As investigações apontaram que Epstein e seus cúmplices recrutavam meninas menores de idade, muitas vezes sob o pretexto de oferecer “massagens”, em propriedades de luxo localizadas em Nova York, Flórida, Novo México, Ilhas Virgens Americanas e Paris.

Parte dos abusos teria ocorrido em uma ilha particular pertencente a Epstein nas Ilhas Virgens Americanas, que ficou conhecida como “Ilha do Pecado”. Segundo as denúncias, as vítimas eram, em grande parte, jovens em situação de vulnerabilidade, atraídas por promessas de dinheiro ou ajuda profissional.

Acordo judicial de 2008

Em 2008, Epstein firmou um acordo de confissão na Flórida que evitou acusações federais mais graves.

Ele cumpriu 13 meses de prisão, com autorização para sair diariamente e trabalhar fora, um arranjo que passou a ser amplamente criticado como um privilégio incompatível com a gravidade dos crimes.

O caso voltou ao centro das atenções em julho de 2019, quando Epstein foi novamente preso, desta vez em Nova York, sob novas acusações federais de tráfico sexual. No mês seguinte, enquanto aguardava julgamento, ele foi encontrado morto em sua cela.

O laudo oficial apontou suicídio por enforcamento, mas falhas nos protocolos de segurança da prisão alimentaram teorias da conspiração em torno da morte.

O papel de Ghislaine Maxwell

A socialite britânica Ghislaine Maxwell, ex-parceira de Epstein, foi identificada como figura central no esquema.

Segundo a Justiça americana, ela atuou no recrutamento e no aliciamento das vítimas.

Em 2021, Maxwell foi condenada a 20 anos de prisão por seu envolvimento direto nos crimes.

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