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Mickey 'pirata'? A briga da Disney com o Google por causa da IA

Empresa critica o uso de conteúdo protegido em ferramentas do Gemini e cobra medidas tecnológicas imediatas

 (Bastiaan Slabbers/Getty Images)

(Bastiaan Slabbers/Getty Images)

Publicado em 13 de dezembro de 2025 às 08h40.

A Disney acusou o Google de violação de direitos autorais em larga escala no uso de modelos de inteligência artificial generativa. Segundo a empresa, sistemas de IA da big tech estariam copiando, distribuindo e explorando comercialmente imagens e vídeos protegidos sem autorização.

A acusação consta em uma notificação extrajudicial enviada na noite de quarta-feira, 10, segundo informações da Variety. O documento foi encaminhado por advogados da Disney ao Google e exige a interrupção imediata das supostas infrações nos serviços de IA da empresa.

De acordo com a carta, os modelos teriam sido treinados com um amplo conjunto de obras protegidas da Disney. A empresa afirma que esses sistemas geram e distribuem conteúdos derivados para consumidores sem licença ou consentimento do estúdio.

Uso indevido de personagens e franquias

O documento enviado pelo escritório Jenner & Block afirma que personagens de franquias como Frozen, O Rei Leão, Moana, A Pequena Sereia e Star Wars estariam sendo reproduzidos por ferramentas de IA do Google. A notificação inclui exemplos de imagens geradas a partir de comandos de texto, como representações do personagem Darth Vader.

A Disney também aponta que algumas imagens geradas exibem o logotipo Gemini. Segundo a gigante de entretenimento, isso poderia induzir o público a acreditar que o uso da propriedade intelectual foi autorizado ou endossado pela Disney.

Na carta, o estúdio compara os sistemas de IA do Google a uma “máquina de venda automática virtual”, capaz de reproduzir sua biblioteca protegida sob demanda.

Remoção de conteúdos

A notificação extrajudicial lista uma série de exigências ao Google, entre elas estão a interrupção imediata da cópia, exibição e distribuição de conteúdos protegidos da Disney, além da criação de obras derivadas em plataformas como aplicativos móveis, YouTube e Shorts.

A empresa também solicita a implementação de medidas tecnológicas para impedir futuras infrações envolvendo seus personagens e franquias.

O CEO da Disney, Bob Iger, afirmou à CNBC que a decisão foi tomada após tentativas frustradas de diálogo. Segundo o executivo, a empresa atua de forma rigorosa na proteção de sua propriedade intelectual e não viu alternativa além da notificação formal.

Em resposta, um porta-voz do Google declarou que a empresa mantém uma relação histórica com a Disney e seguirá em diálogo. A companhia afirmou que utiliza dados públicos da web aberta para treinar seus modelos de IA.

A big tech também destacou o uso de ferramentas de controle de direitos autorais, como o Google-Extended e o Content ID do YouTube, que permitem a criadores e detentores de direitos gerenciar o uso de seus conteúdos.

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