Jaafar Jackson: 'anos finais de Michael foram os mais nebuloso de sua trajetória' (Glen Wilson/Lionsgate/Divulgação)
Repórter
Publicado em 21 de agosto de 2026 às 16h26.
Última atualização em 21 de agosto de 2026 às 16h28.
As acusações de abuso sexual infantil contra Michael Jackson serão abordadas na sequência do filme biográfico do cantor. Segundo Jaafar Jackson, sobrinho e intérprete do Rei do Pop no longa, o roteiro da sequência ainda está em desenvolvimento, mas deve abordar as acusações e mostrar sua perspectiva sobre os acontecimentos
Em entrevista à revista GQ Middle East, Jaafar disse que, apesar de a narrativa não ser algo sobre o qual ele tenha muita influência, mantém uma expectativa sobre o novo desenvolvimento do filme.
"Acho que o segundo filme vai dar ainda mais informações do ponto de vista dele, porque, no fim das contas, [as acusações] sempre vêm de outra pessoa", afirmou.
"É a história de outra pessoa. É a visão de outra pessoa sobre o que é, e é motivada principalmente por uma agenda. E esse é realmente o problema que temos enfrentado como família, a voz de Michael não ser ouvida. Acho isso muito, muito importante, especialmente nos últimos anos", acrescentou.
Os anos finais de Michael Jackson são descritos por Jaafar como o período mais nebuloso de sua trajetória. O acesso à coleção de diários que o cantor manteve até o fim da vida, no entanto, deu à família uma visão pouco comum sobre seu estado de espírito naquela fase.
"Muitas dessas anotações eram como se fossem de uma criança, de certa forma. Muito aventureiras, movidas por uma inocência genuína", disse.
Uma das anotações citadas por ele dizia algo como: "assim que eu sair da rua, quero que 10 mil pessoas parem e fiquem me observando".
Para Jaafar, esse traço de curiosidade e olhar infantil sobre o mundo nunca desapareceu. Pelo contrário, teria se intensificado com o passar dos anos.
Jaafar também relembrou o último encontro com o tio, em Beverly Hills, durante um jantar de família em comemoração ao aniversário de casamento dos avós, Joe e Katherine Jackson. Na ocasião, Michael estava animado com a turnê This Is It e ansioso para que a família fosse a Londres assistir aos shows.
"[Eu me lembro de] estar sentado em frente a ele e ao meu pai, eles estavam cantando a cappella juntos. Eu estava apenas observando, foi especial", contou. A última frase que se lembra de ter ouvido do tio foi "te vejo em julho". Michael Jackson morreu dois meses depois.
A cinebiografia "Michael" alcançou um marco histórico nas bilheterias mundiais. Com arrecadação de US$ 898 milhões, o longa se tornou o filme de maior sucesso comercial da história da Lionsgate, superando todos os títulos lançados pelo estúdio até hoje.
O resultado coloca a produção à frente de sucessos como "Jogos Vorazes - Em Chamas" e "A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2", que anteriormente lideravam o ranking de maiores bilheterias da companhia, com US$ 865 milhões e US$ 868,5 milhões registrados pelos dois títulos, respectivamente.
Dirigido por Antoine Fuqua e estrelado por Jaafar Jackson, sobrinho do artista, o longa acompanha a ascensão de Michael Jackson desde os tempos do grupo Jackson 5 até sua consagração como o Rei do Pop.
Do montante arrecadado, aproximadamente US$ 354 milhões foram registrados na América do Norte, enquanto os mercados internacionais responderam por mais de US$ 543 milhões.