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Juíza nega pedido de Amber Heard por novo julgamento com Johnny Depp

Os advogados de Heard tinham pedido a anulação do veredicto que obriga a atriz a pagar US$ 10 milhões ao astro de "Piratas do Caribe" por dúvidas sobre a identidade de uma das pessoas que integrou o júri

Heard x Depp: Após seis semanas de debates, o júri da corte de Fairfax concluiu em 1º de junho que os ex-cônjuges se difamaram mutuamente (STEVE HELBER/POOL/AFP/Getty Images)

Heard x Depp: Após seis semanas de debates, o júri da corte de Fairfax concluiu em 1º de junho que os ex-cônjuges se difamaram mutuamente (STEVE HELBER/POOL/AFP/Getty Images)

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Da redação, com agências

14 de julho de 2022, 06h19

Uma juíza dos Estados Unidos indeferiu nesta quarta-feira, 13, a ação da atriz Amber Heard pedindo um novo julgamento no caso por difamação que ela perdeu para o ex-marido, Johnny Depp

Os advogados de Heard tinham pedido a anulação do veredicto que obriga a atriz a pagar US$ 10 milhões ao astro de "Piratas do Caribe" por dúvidas sobre a identidade de uma das pessoas que integrou o júri.

Mas a juíza Penney Azcarate, que presidiu o julgamento na corte de Fairfax, perto de Washington, indeferiu a solicitação, ao considerar que Heard não foi prejudicada.

A atriz de 36 anos, conhecida por sua atuação em filmes como "Liga da Justiça" e "Aquaman", afirma que um dos membros do júri não era a pessoa convocada para atuar como jurada.

Tinha o mesmo nome, morava no mesmo endereço e a convocação não mencionava a data de nascimento. Nos Estados Unidos é comum que os homens usem o mesmo nome do pai, com o acréscimo "Junior" ou "III".

"O júri foi aprovado (por ambas as partes), ele ficou com o júri (o tempo todo), deliberou e chegou a um veredicto", escreveu a juíza Azcarate em sua decisão. "A única prova perante este tribunal é que este júri e todos os demais cumpriram com seu juramento, as instruções e as ordens da corte", explicou.

Johnny Depp, de 59 anos, processou sua ex-esposa por difamação. Em um artigo publicado em 2018 no jornal Washington Post, ela se descreveu como "uma figura pública que representa a violência doméstica", sem mencionar o ex-marido.

Ele pediu US$ 50 milhões em perdas e danos por considerar que o artigo destruiu sua carreira e sua reputação. Amber Heard contra-atacou, pedindo o dobro do valor.

Após seis semanas de debates, o júri da corte de Fairfax concluiu em 1º de junho que os ex-cônjuges se difamaram mutuamente. Mas decidiram outorgar a Depp mais de US$ 10 milhões contra apenas US$ 2 milhões a Heard.

O julgamento, acompanhado por milhões de telespectadores em todo o mundo, provocou uma explosão de mensagens ofensivas direcionadas à atriz nas redes sociais.

Durante o julgamento, ela relatou vários casos de violência que afirma ter sofrido, incluindo um estupro em março de 2015 na Austrália, onde Johnny Depp filmava o quinto filme da série "Piratas do Caribe".

Os dois atores iniciaram um relacionamento amoroso em 2011 e se casaram em 2015. Amber Heard pediu o divórcio em 2016, alegando ser vítima de violência de gênero, o que Johnny Depp sempre negou. Ela retirou as acusações quando o divórcio foi concluído, em 2017.

Quanto Amber Heard vai ter que pagar para Johnny Depp?

Amber Heard terá que pagar U$ 8,35 milhões para Johnny Depp. O total era de U$ 15 milhões, sendo US$ 10 milhões em danos compensatórios e US$ 5 milhões em danos punitivos. Já Depp terá que pagar U$ 350 mil dólares a Heard, apesar do valor decidido pelo júri ter sido U$ 2 milhões.

Ao final da leitura do veredicto, os valores foram reduzidos pela juíza Penney Azcarate para US$ 350.000 devido ao teto máximo para indenizações de caráter punitivo no estado.

Qual foi a decisão do júri?

De forma geral, o júri concluiu que Heard agiu de má fé ao escrever o artigo de opinião publicado no Washington Post, que insinua que a atriz foi vítima de abuso pela estrela de "Piratas do Caribe".

Eles também decidiram que as reinvindicações de Heard contra Depp não foram provadas, com exceção de um comentário feito sobre a atriz. Um advogado de Depp disse ao Daily Mail que Heard havia enganado os policiais quando os chamou para seu apartamento em maio de 2016.

O júri acreditou que isso era falso e que a declaração foi feita com malícia, então Depp foi condenado a pagar U$ 2 milhões por difamação.

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