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Festival Latinidades chega à 19ª edição com Luedji Luna e Liniker em Nova York

Nesta edição, o festival abordará a saúde mental de trabalhadoras e trabalhadores da cultura

Luedji Luna com participação de Liniker e Susana Baca serão atrações do Latinidades em Nova York. (Divulgação)

Luedji Luna com participação de Liniker e Susana Baca serão atrações do Latinidades em Nova York. (Divulgação)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 29 de abril de 2026 às 18h41.

Última atualização em 29 de abril de 2026 às 18h42.

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O Festival Latinidades, reconhecido como o primeiro evento voltado a mulheres negras na América Latina, será realizado entre os dias 1º e 30 de julho. A iniciativa propõe, por meio de diferentes linguagens, ampliar o diálogo com o público sobre a criação de espaços e ações direcionadas ao combate ao racismo, ao sexismo e à promoção da igualdade.

Em sua 19ª edição, o festival amplia sua atuação com estreia em Nova York, nos Estados Unidos, enquanto mantém uma agenda extensa em Brasília e São Paulo, cidades que historicamente recebem suas atividades ao longo de quase vinte anos.

Fundado em 2008, o Latinidades passou a integrar o circuito cultural com foco na promoção da equidade racial e de gênero, além de atuar como espaço de formação e incentivo às trajetórias de mulheres negras em diversas áreas. Em 2026, o evento adota como eixo central a saúde mental na produção cultural, reunindo artistas, equipes, instituições, marcas, gestores e público em torno da discussão desse tema.

Segundo Jaqueline Fernandes, especialista em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça e em Estudos Afro Latino Americanos e Caribenhos e criadora do Festival Latinidades, “agora que o Brasil avança no debate sobre a regulação e redução dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho, vemos, muitas vezes, profissionais da cultura não serem devidamente contemplados na discussão".

E acrescenta: “Se a arte e a cultura produzem sentido, afeto, reflexão e até saúde mental para seu público, é urgente que voltemos os olhares para quem sustenta esse campo nos bastidores e, com esse tema, também queremos ter uma conversa sobre o que é potência e cura nessa jornada em torno de bem-estar”.

A atuação do festival sobre o tema se estende além do período de realização. Em parceria com o Data_labe e o Coletivo Mawê, o Instituto Afrolatinas, responsável pelo Latinidades, prepara uma pesquisa de alcance nacional sobre saúde mental de profissionais da cultura, com lançamento previsto para junho, durante o próprio evento.

Programação para Nova York

A chegada do festival a Nova York, cidade com histórico de articulação e difusão de culturas afro-diaspóricas, indica uma nova etapa de expansão internacional. Esse movimento ocorre após a consolidação do Latinidades no Brasil como uma plataforma cultural e de incidência política voltada às mulheres negras. A presença internacional teve início com a participação no Carnaval de Notting Hill, em Londres, em 2024.

Na programação em Nova York, estão previstas sessões do filme “Afrolatinas: mulheres negras em movimentos”, nos dias 24 e 25 de julho, seguidas de debates nos bairros do Brooklyn e Harlem, reconhecidos por sua relevância na diáspora negra. A produção aborda a trajetória do Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e da Diáspora, celebrado em 25 de julho, data cuja mobilização contou com a atuação do próprio festival.

No dia 26 de julho, o Central Park recebe o “Afro-Latinas Concert”, realizado em parceria com o SummerStage e o Afro-Latino Festival. O evento gratuito reúne artistas da América Latina, Caribe e Estados Unidos em uma apresentação dedicada às mulheres negras. Entre os nomes confirmados estão Luedji Luna, com participação de Liniker, Susana Baca, Mai-Elka Prado Gil ao lado do Lush Song Collective, além da DJ Lady G e da DJ Agent DMZ.

A programação completa da 19ª edição do Festival Latinidades, incluindo atividades em Nova York, São Paulo e Brasília, será divulgada posteriormente.

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