Dia das Mães: O cinema já criou mães inspiradoras, mas também algumas das personagens mais perturbadoras da cultura pop (Studiocanal GmbH / Dale Robinette)
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Publicado em 10 de maio de 2026 às 07h26.
O cinema sempre tratou a maternidade de formas muito diferentes. Algumas personagens ficaram conhecidas pelo cuidado quase incondicional com os filhos. Outras viraram símbolo de negligência, controle e até terror psicológico.
Entre dramas, animações e filmes de suspense, várias mães se tornaram tão marcantes quanto os protagonistas. Relembre algumas das figuras maternas mais icônicas das telonas neste Dia das Mães:
Interpretada por Cecilia Roth, Manuela passa por perdas e recomeços enquanto tenta proteger o filho e reconstruir a própria vida. O filme de Pedro Almodóvar transformou a personagem em um retrato sensível sobre maternidade, afeto e resistência emocional.
A mãe vivida por Frances McDormand virou uma das figuras maternas mais queridas do cinema dos anos 2000. Rígida, protetora e ao mesmo tempo divertida, Elaine tenta equilibrar liberdade e responsabilidade enquanto acompanha o filho adolescente mergulhar no universo do rock.
Na pele de Julia Roberts, Isabel é uma mãe extremamente dedicada ao filho, que enfrenta desafios sociais por conta de uma condição facial rara. A personagem se destaca pelo incentivo constante à autoestima e pela forma como tenta manter a família unida.
Apesar dos conflitos com Merida, a Rainha Elinor se tornou uma das mães mais lembradas da Pixar. O relacionamento entre mãe e filha evolui ao longo da animação e mostra como diferenças geracionais podem ser transformadas em compreensão e parceria.
A personagem de Brie Larson é uma mãe que tenta preservar a infância do filho mesmo vivendo em uma situação extrema de cárcere. O longa mostra o esforço constante de Joy para criar esperança e segurança em um ambiente completamente traumático.
Interpretada por Piper Laurie, Margaret White é lembrada como uma das mães mais perturbadoras do terror. Fanática religiosa e abusiva, ela controla a filha através do medo e da culpa, ajudando a transformar a história em um clássico do gênero.
A personagem de Mo'Nique é cruel, manipuladora e violentamente abusiva com a filha. A atuação rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante e continua sendo uma das interpretações mais difíceis e impactantes do cinema contemporâneo.
A “Outra Mãe” começa parecendo perfeita, mas rapidamente revela um comportamento controlador e assustador. A personagem virou símbolo de manipulação emocional em animações e ajudou a transformar o filme em um cult do terror fantástico.
Inspirado em relatos sobre a vida da atriz Joan Crawford, o filme retrata uma mãe extremamente autoritária e agressiva com os filhos. A produção ficou conhecida pelo exagero dramático, mas também pela representação intensa de abuso familiar.
A personagem de Toni Collette é uma mãe emocionalmente instável, marcada por traumas familiares e relações cada vez mais destrutivas dentro de casa. O filme explora maternidade, culpa e herança emocional de forma sufocante.