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Chapéu de Napoleão supera 2 milhões de dólares em leilão

Identidade e a nacionalidade do comprador não foram divulgadas

Chapéu de Napoleão: venda atraiu "colecionadores de todo o mundo" (AGENCE FRANCE-PRESSE/AFP)

Chapéu de Napoleão: venda atraiu "colecionadores de todo o mundo" (AGENCE FRANCE-PRESSE/AFP)

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Agência de notícias

Publicado em 19 de novembro de 2023 às 13h47.

Um chapéu de Napoleão, o famoso bicorne, preto, com uma roseta azul, branca e vermelha, foi vendido neste domingo (19) em um leilão na França por 1,93 milhão de euros (2,1 milhões de dólares, incluindo os impostos, 10,2 milhões de reais), anunciou a casa de leilões Osénat.

A identidade e a nacionalidade do comprador não foram divulgadas.

A venda atraiu "colecionadores de todo o mundo" e provocou uma grande empolgação, afirmou à AFP a casa de leilões, que bateu o próprio recorde de 2014, quando leiloou outro chapéu Napoleão por 1,88 milhão de euros (2,05 milhões de dólares).

A venda do chapéu emblemático começou com o preço de 500.000 euros (544.000 dólares) e superou com folga a avaliação inicial de entre 600.000 e 800.000 euros (entre 650.000 e 870.000 dólares).

Fã de chapéu

O leilão coincide com a estreia no dia 22 de novembro de uma grande superprodução cinematográfica sobre Napoleão, dirigida por Ridley Scott e com Joaquin Phoenix como protagonista.

"O chapéu por si só representa a imagem do Imperador", declarou à AFP em outubro o diretor do leilão, Jean-Pierre Osenat.

Segundo especialistas, Napoleão usou quase 120 chapéus em um período de 15 anos, o que explica porque as peças aparecem com certa frequência em leilões.

Em 2018, outro chapéu que, segundo a casa de leilões De Baecque et Associés, foi usado por Napoleão durante e Batalha de Waterloo foi vendido por 350.000 euros (380.000 dólares).

O bicorne leiloado neste domingo foi produzido por Pierre-Quentin-Joseph Baillon, oficial do imperador desde 1806. De acordo com especialistas, Napoleão adicionou a roseta com as cores da bandeira da França quando estava no Mediterrâneo, ao retornar da ilha de Elba, em 1º de março de 1815.

O chapéu permaneceu na família de Napoleão até o final do século XIX, antes de ser revendido a diversos colecionadores.

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