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Cansado dos algoritmos? Saiba como descobrir novas músicas por conta própria

Métodos mostram como descobrir artistas com mais autonomia e menos dependência de recomendações automáticas

Música: descoberta de novas canções ainda pode ocorrer sem algoritmos, com algumas estratégias (MOAimage/Getty Images)

Música: descoberta de novas canções ainda pode ocorrer sem algoritmos, com algumas estratégias (MOAimage/Getty Images)

Publicado em 31 de março de 2026 às 12h10.

A descoberta musical mudou com o avanço dos serviços de streaming, que utilizam algoritmos para sugerir faixas e artistas. Com isso, ouvir músicas pode se tornar uma atividade menos ativa, baseada em reproduções automáticas e playlists prontas.

Em análise publicada no The Verge, esse modelo é associado a uma escuta mais passiva. Esse comportamento pode reduzir a intenção na escolha do que ouvir. O relatório da MIDiA Research aponta que gerações mais jovens estão descobrindo menos artistas com relação direta ao uso dessas recomendações.

Apesar de um cenário dominado por recomendações automatizadas, existem alternativas para ampliar o repertório musical sem depender exclusivamente dessas ferramentas.

Como descobrir músicas sem algoritmo?

Algumas estratégias permitem encontrar novos artistas e estilos com mais autonomia a partir de diferentes formas de curadoria e troca de recomendações. Entre eles estão:

  • Veículos de jornalismo musical: críticas, análises e listas de lançamentos ajudam a identificar novos trabalhos e acompanhar diferentes cenas musicais;
  • Newsletters e curadoria editorial: seleções periódicas trazem indicações organizadas por gênero, além de entrevistas e leituras aprofundadas;
  • Canais de vídeo: conteúdos com análises e recomendações apresentam álbuns e artistas fora das sugestões automáticas;
  • Rádio tradicional e online: programações independentes oferecem diversidade de estilos e espaço para novos nomes;
  • Gravadoras: acompanhar selos permite descobrir lançamentos com características semelhantes e propostas curatoriais;
  • Comunidades: troca de indicações com outras pessoas, em ambientes online ou presenciais, amplia o repertório;
  • Shows ao vivo: apresentações, especialmente de abertura, podem revelar artistas pouco conhecidos.

Para especialistas, streaming de música está com os dias contados

“Para mim, os serviços de streaming estão a minutos de se tornarem obsoletos" — é isso que acredita o cofundador da Beats, Jimmy Iovine. Em entrevista ao podcast Founders, Iovine afirmou que isso deve acontecer principalmente por conta de uma falta de sintonia entre os desejos e as necessidades dos artistas e das plataformas.

Mas, para o supervisor musical, empresário artístico e agente de reservas Joel Gouveia, além disso, o modelo atual de negócios dos streamings musicais também não é sustentável a longo prazo.

Segundo Gouveia, plataformas como o Spotify podem até ter consolidado o acesso à música, mas criaram distorções na dinâmica econômica da indústria. Em uma postagem em seu perfil no Substack, Gouveia argumenta que o sistema atual transformou a música em uma commodity, com serviços praticamente idênticos e sem diferenciação relevante.

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