Stranger Things: destino natural chama atenção de viajante (Reprodução/Netflix)
Redação Exame
Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 11h17.
Após o lançamento do episódio final da quinta temporada de Stranger Things, no dia 31 de dezembro, um novo fenômeno tem chamado a atenção de fãs e viajantes ao redor do mundo.
Uma cachoeira real que aparece na sequência final da série passou a figurar entre os destinos mais buscados por quem planeja viagens em 2026, com grande aumento no interesse por parte do público global.
O local em questão é a cachoeira Háifoss, situada no sul da Islândia, próxima ao vulcão Hekla, e conhecida por sua queda de cerca de 122 metros em um vale profundo e paisagens dramáticas.
Ao lado dela corre outra queda chamada Granni, e nas proximidades está a menor Hjálparfoss, formando um conjunto impressionante que muitos espectadores associaram às imagens vistas no final da série.
Segundo dados da Bókun, empresa do TripAdvisor, as buscas por “cachoeiras gêmeas de Haifoss”, “cachoeiras de Stranger Things” e termos relacionados dispararam nos últimos dias, com aumentos de 5.000% após a estreia do último episódio.
Vídeos e posts gerados por usuários que já visitaram Háifoss e outras cachoeiras islandesas tiveram mais visualizações, impulsionando ainda mais a tendência.
Esse crescimento de interesse também se refletiu em pesquisas mais amplas sobre viagens à Islândia, indicando que o fenômeno vai além de um ponto isolado e pode influenciar escolhas de destinos ao longo do ano.
A popularização desse destino também levanta questões sobre infraestrutura e sustentabilidade. A região de Háifoss, apesar de espetacular, está em uma área mais remota e austera da Islândia, com acessos que podem ser desafiadores e sem grandes comodidades turísticas formais. Isso tem levado agências de viagem e guias locais a oferecer roteiros e informações práticas para quem deseja incluir a visita em itinerários pela ilha.
A cachoeira Háifoss fica no sul da Islândia, a cerca de 140 quilômetros de Reykjavík, e o acesso exige planejamento. O trajeto mais comum é de carro, seguindo pela estrada Ring Road até a região próxima ao vulcão Hekla e, depois, por vias secundárias de cascalho.
Nos meses de verão, entre junho e setembro, o caminho costuma estar em melhores condições, mas ainda assim é recomendado o uso de veículos altos ou com tração nas quatro rodas.
Não há transporte público direto até a cachoeira, e o último trecho precisa ser feito a pé, a partir de um pequeno estacionamento. Por causa do acesso difícil e do terreno irregular, a recomendação é contratar um guia local, que conhece bem a região e ajuda a garantir uma visita mais segura à cachoeira.