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Bilionário devolve US$ 70 mi em arte roubada e é proibido de comprar mais

Michael Steinhardt fez um acordo e não será processado criminalmente, mas foi proibido de comprar antiguidades
 (Getty Images/Michael Brochstein/SOPA Images/LightRocket)
(Getty Images/Michael Brochstein/SOPA Images/LightRocket)
Por Bibiana GuaraldiPublicado em 07/12/2021 09:27 | Última atualização em 07/12/2021 09:27Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Michael Steinhardt, um bilionário de fundos de hedge e um dos maiores colecionadores de arte antiga do mundo, concordou com uma proibição vitalícia "sem precedentes" de adquirir antiguidades e entregou 180 peças de obras de arte roubadas no valor de US$ 70 milhões após uma investigação de vários anos que abrangeu vários países, informou o Ministério Público do distrito de Manhattan nesta segunda-feira, 6.

O promotor público Cy Vance Jr. disse em um comunicado à imprensa que seu escritório começou a investigar o papel de Steinhardt na aquisição, posse e venda de mais de 1.000 antiguidades em 2017 e encontrou evidências convincentes de que 180 peças foram roubadas.

As 180 antiguidades que foram consideradas roubadas serão devolvidas aos seus legítimos proprietários em 11 países diferentes, e Steinhardt concordou com a proibição vitalícia "inédita" de adquirir mais antiguidades.

Segundo o promotor, a busca de Steinhardt pela obtenção de novas peças de arte "não conhecia limites geográficos ou morais", o que se refletia nos "chefes do crime, lavadores de dinheiro e invasores de tumbas" de quem Steinhardt dependia para expandir sua coleção.

Das 180 peças apreendidas, 171 passaram por traficantes de antiguidades, que as adquiriram durante conflitos civis ou saques, de acordo com a procuradoria. Foram conduzidas investigações conjuntas com autoridades da Bulgária, Egito, Grécia, Iraque, Israel, Itália, Jordânia, Líbano, Líbia, Síria e Turquia.

Steinhardt e o Ministério Público chegaram a um acordo que encerrará a investigação, o que significa que Steinhardt não será processado criminalmente no caso. Andrew J. Levander e Theodore V. Wells Jr., advogados de Steinhardt, disseram à Forbes que Steinhardt está satisfeito com a investigação "concluída sem quaisquer acusações, e que os itens levados indevidamente por outros serão devolvidos aos seus países de origem".

De acordo com Vance, o acordo evitará um julgamento para que as peças possam ser devolvidas "rapidamente" a seus proprietários, em vez de serem mantidas como evidência por anos, e evitará “sobrecarregar nações com recursos escassos", que teriam que ser chamadas como testemunhas para o julgamento.

Algumas das antiguidades roubadas que o bilionário Michael Steinhardt possuía (Ministério Público de Manhattan/Reprodução)

Entre os objetos devolvidos pelo bilionário, estão: o “Larnax”, um pequeno baú para restos humanos da ilha grega de Creta que data entre 1400-1200 A.C., avaliado em US$ 1 milhão (à esquerda na imagem); três máscaras mortuárias da Judéia (uma delas, ao centro), datadas de cerca de 6.000 a 7.000 A.C. e avaliadas em US$ 650.000; e o “Stag’s Head Rhyton” (à direita na imagem), recipiente cerimonial datado de 400 A.C. roubado da Turquia, hoje avaliado em US$ 3,5 milhões, que estava em exibição no MET, em Nova York.

“Steinhardt via esses preciosos artefatos como simples mercadorias, coisas para coletar e possuir. Ele não respeitou o fato de que esses tesouros representam a herança das culturas ao redor do mundo das quais esses itens foram saqueados, muitas vezes em tempos de conflito”, disse Ricky J. Patel, agente especial de Nova York encarregado das Investigações de Segurança Interna, em um comunicado à imprensa.