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Os 35 anos de ‘A Bela e a Fera’: os segredos por trás do clássico da Disney

Lançado em 1991, o filme da Disney quebrou barreiras para as animações e fez história ao disputar o Oscar de Melhor Filme

'A Bela e a Fera': aclamado pelo público e pela crítica, o filme de 1991 abriu novos caminhos para as animações da Disney e entrou para a história do Oscar (Reprodução/Disney)

'A Bela e a Fera': aclamado pelo público e pela crítica, o filme de 1991 abriu novos caminhos para as animações da Disney e entrou para a história do Oscar (Reprodução/Disney)

Publicado em 15 de agosto de 2026 às 06h15.

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Prestes a completar 35 anos, “A Bela e a Fera” continua como um dos maiores clássicos da Disney. Lançada nos Estados Unidos em 22 de novembro de 1991, a animação acompanha Bela, que aceita ocupar o lugar do pai como prisioneira em um castelo encantado e, com o tempo, se aproxima da Fera.

Primeiro longa-metragem de animação da história indicado ao Oscar de Melhor Filme, a produção marcou gerações e foi homenageada na sexta-feira, 14, durante a D23, em Anaheim. O painel reuniu nomes ligados ao filme e à adaptação para a Broadway, como Paige O’Hara, voz original de Bela, o produtor Don Hahn, o animador Mark Henn e a atriz Susan Egan, que interpretou a personagem no musical.

Vencedora dos Oscars de Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Canção Original, “A Bela e a Fera” marcou a indústria ao combinar animação tradicional desenhada à mão com recursos digitais em algumas de suas cenas mais conhecidas.

Cena da dança é uma das mais icônicas

Essa combinação de técnicas aparece em uma das sequências mais marcantes do filme: o baile entre Bela e a Fera. Segundo a Walt Disney Company, a equipe utilizou computação gráfica para construir o salão em três dimensões, enquanto os personagens foram desenhados à mão. A tecnologia permitiu movimentos de câmera mais complexos e deu maior sensação de profundidade à dança.

Embora dure menos de dois minutos, a cena exigiu meses de trabalho. Segundo o animador Mark Henn, em entrevista ao BuzzFeed, foram necessários entre três e seis meses para desenhar a sequência.

Outra dança também chama a atenção nos bastidores. Na cena final, após a transformação da Fera em príncipe, os personagens ao fundo permanecem praticamente imóveis. Henn explicou que movimentar todos eles elevaria os custos e desviaria a atenção do casal no centro da cena.

Para concluir o filme dentro do prazo, a equipe ainda reaproveitou movimentos da dança final de “A Bela Adormecida”. Segundo o codiretor Gary Trousdale, a produção estava a poucos dias da data-limite para entregar a animação.

Animação premiada no Oscar

O reconhecimento também chegou à temporada de premiações. “A Bela e a Fera” se tornou o primeiro longa-metragem de animação indicado ao Oscar de Melhor Filme. Na época, a Academia ainda não concedia o prêmio de Melhor Animação, categoria criada apenas em 2001 e entregue pela primeira vez em 2002.

Ao todo, o filme recebeu seis indicações ao Oscar de 1992, três delas a Melhor Canção Original. O longa conquistou duas estatuetas: Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Canção Original, por “Beauty and the Beast”.

A recepção positiva, porém, começou antes mesmo do Oscar. Uma versão ainda inacabada do filme foi exibida no New York Film Festival, em setembro de 1991. Segundo Paige O’Hara, voz original de Bela, o público aplaudiu as músicas e, ao fim da sessão, deu uma ovação de pé que durou cerca de dez minutos. De acordo com a atriz, foi naquele momento que a equipe percebeu que havia produzido um futuro clássico.

Onde assistir a 'A Bela e a Fera'?

A animação clássica de 1991 está disponível para assistir no Disney+ no Brasil. O catálogo da plataforma inclui o filme completo, com duração de 1h32.

Além da animação original, o Disney+ também disponibiliza a versão live-action de "A Bela e a Fera", lançada em 2017 e estrelada por Emma Watson e Dan Stevens.

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