Negócios

Vale: mudança na precificação de minério é inevitável

Diretor da empresa disse ainda que não vê o minério sendo negociado em bolsa, a exemplo das commodities, como o cobre

Um modelo mais líquido é inevitável neste momento, segundo a Vale (Divulgação/ Agência Vale)

Um modelo mais líquido é inevitável neste momento, segundo a Vale (Divulgação/ Agência Vale)

DR

Da Redação

Publicado em 7 de dezembro de 2011 às 14h05.

Londres - O diretor de Minério de Ferro e Estratégia da Vale, José Carlos Martins, disse, hoje, durante coletiva de imprensa após a apresentação do Vale Day, em Londres, que uma mudança do sistema de precificação do minério de ferro para um modelo mais líquido é inevitável neste momento.

"Tivemos pressão dos clientes para mudar o sistema de preços", disse o executivo. Segundo ele, tanto as siderúrgicas da China quanto as da Europa estão migrando para esse novo modelo, cujos contratos estão cada vez mais próximos no preço no mercado à vista.

"Estamos dando uma grande contribuição para os clientes. As usinas são as únicas clientes para o minério de ferro e precisamos ficar perto para ajudar com as suas necessidades", disse. Martins lembra, no entanto, que esse modelo acaba com a previsibilidade do modelo anterior, que levava em consideração o preço do minério no mercado spot por um período de três meses, com um de defasagem.

O diretor da Vale disse ainda que não vê o minério sendo negociado em bolsa, a exemplo das commodities, como o cobre. "É difícil estabelecer parâmetro para o minério", afirmou. O executivo destacou que a siderúrgica China Steel já adotou o novo modelo e que, assim, o preço 20% menor negociado não foi, na realidade, um desconto. O executivo informou ainda que a mineradora também negocia o novo sistema com a ArcelorMittal.

Martins destacou que a Vale está impondo condições para os clientes para que essa mudança seja feita. O executivo já havia afirmado, em outra ocasião, que o cliente que optar pelo modelo em que os preços são mais próximos no mercado spot deverá se manter nele mesmo em período de alta.

Por fim, o executivo disse que a mineradora brasileira não vê entusiasmo com a demanda europeia no próximo ano.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas abertasEmpresas brasileirasSiderúrgicasValeMineraçãoPreçosIndústria

Mais de Negócios

'O fim da taxa das blusinhas é a destruição do varejo nacional', diz fundador da Havan

Taxa da blusinha: ‘É uma grande vitória para o consumidor’, diz CEO da Shein no Brasil

Fim da 'taxa das blusinhas' vai custar empregos no varejo brasileiro, diz CEO da Dafiti

Este biólogo vai faturar milhões com aparelho que promete acabar com incêndios florestais