Negócios

Tesco tem prejuízo anual recorde de 6,4 bi de libras

A perda estatutária é uma das maiores na história das empresas britânicas


	Tesco: supermercado realizou baixa contábil afetado por um escândalo contábil e uma guerra de preços
 (Luke MacGregor/Reuters)

Tesco: supermercado realizou baixa contábil afetado por um escândalo contábil e uma guerra de preços (Luke MacGregor/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de abril de 2015 às 08h39.

Priorizar nos meus resultados Google

Londres - A Tesco divulgou nesta quarta-feira que teve prejuízo anual de 6,4 bilhões de libras (9,5 bilhões de dólares), o pior em sua história de 96 anos, após consumidores deixarem de frequentar a maior varejista britânica e a forçarem a realizar uma baixa contábil no valor de suas lojas.

Afetado por um escândalo contábil e uma guerra de preços motivada pelas varejistas mais em conta Aldi e Lidl, o supermercado realizou uma baixa contábil de 7 bilhões de libras no valor de seu negócio para refletir encargos com restruturação e as menores vendas de suas lojas.

A perda estatutária é uma das maiores na história das empresas britânicas.

"O mercado ainda está desafiador e não estamos esperando nenhum afrouxamento nos meses à frente", disse o presidente-executivo da empresa, Dave Lewis, ex-executivo da Unilever que impressionou investidores com sua atitude decisiva desde que entrou na empresa em setembro.

Analistas afirmaram que os resultados anuais ficaram em linha com as expectativas, mas que a baixa contábil foi maior que o previsto.

O chamado "trading profit" da Tesco, semelhante ao lucro operacional, ficou em 1,4 bilhão de libras, em linha com a meta da companhia, mas menos da metade dos 3,3 bilhões de libras registrados no ano anterior e um terceiro ano consecutivo de baixa.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasComércioSupermercadosVarejoPrejuízoEmpresas inglesasTesco

Mais de Negócios

Dona do famoso ‘potão’ e fenômeno no exterior, mineira Skala investe R$ 150 milhões em nova fábrica

Ex-entregador de pizza lidera negócio de US$ 300 milhões e alerta para o 'inferno' das franquias

De franqueada a CEO: ela começou com uma 5àsec em Belém e agora vai liderar a rede no Paraguai

Bares e restaurantes crescem pelo 11º mês seguido, mas margens ficam mais apertadas