Senadores dos EUA acusam GM de conduta criminosa

A General Motors foi acusada de conduta criminosa por vários senadores americanos por omissão em caso de peças defeituosas

Washington - A General Motors (GM) foi acusada nesta quarta-feira de conduta "criminosa" por vários senadores dos Estados Unidos por sua omissão no caso de peças defeituosas que provocaram 13 mortes em acidentes com veículos fabricados pelo grupo.

"Isto é um caso criminal", disse a senadora republicana por New Hampshire, Kelly Ayotte, durante audiência de executivos da empresa no Subcomitê do Senado para a Defesa do Consumidor.

"Foi algo criminoso", insistiu.

"Quanto mais escuto, mais olho estes documentos, mais fico convencido de que a GM é passível de uma ação criminal", revelou o senador democrata por Connecticut, Richard Blumenthal, sobre os comunicados internos que revelam que o grupo conhecia o problema muito antes da ocorrência dos acidentes.

A presidente da GM, Mary Barra, reafirmou à subcomissão a promessa de que enviará em breve os resultados de uma investigação interna sobre os motivos que levaram a empresa a continuar usando durante anos uma ignição com problema, que impedia, em certos casos, o acionamento dos airbags.

"Vamos compartilhar todos os dados e tudo relacionado com a segurança dos veículos", prometeu Barra aos senadores.

A GM é objeto de investigações do Departamento de Justiça, da Agência de Segurança nas Estradas (NHTSA, na sigla em inglês) e do Congresso, envolvendo vários problemas mecânicos que resultaram no recall de milhões de veículos.

O problema mais grave envolve os airbags dos modelos Cobalt, Pontiac 5, Saturn Ion, Sky e Solstice produzidos entre 2003 e 2011, totalizando 2,6 milhões de veículos e associado a diversas mortes.

O defeito tem origem na chave de ignição, que volta à posição de "parado" quando o veículo está em movimento. Com a chave na posição de "parado", os airbags não podem se inflar.

O caso é agravado pela reação tardia da GM, que conhecia o problema desde 2001.

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