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Samsung promete resolver problemas com terceirizados

China Labor Watch denunciou que os operários chegavam a trabalhar 16 horas ao dia e tinham apenas uma de folga por mês


	Samsung fabrica mais de 40 por cento de seus produtos na China, em sua grande maioria em fábricas próprias
 (Park Ji-Hwan/AFP)

Samsung fabrica mais de 40 por cento de seus produtos na China, em sua grande maioria em fábricas próprias (Park Ji-Hwan/AFP)

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Da Redação

Publicado em 30 de novembro de 2012 às 10h51.

Seul - A Samsung Electronics planeja continuar a responder diretamente pela maior parte da produção, mas reiterou a promessa de melhorar as condições de trabalho nos fornecedores, afirmou nesta sexta-feira a fabricante.

A observadora norte-americana China Labor Watch (CLW) denunciou que os operários chegavam a trabalhar 16 horas ao dia e tinham apenas uma de folga por mês, o que resultou em uma inspeção pela própria Samsung, que admitiu as irregularidades.

"Havia o uso de penalidades (em nossos fornecedores na China) por atrasos ou fabricação de produtos com defeito, e isso é uma prática irregular sob os padrões mundiais, mas generalizada sob a regulamentação local", disse Mok Jangkyun, que chefiou os mais de 100 auditores que inspecionaram os 105 fornecedores da Samsung na China.

"Estamos trabalhando com eles para mudar essas práticas e introduzir um melhor ambiente de trabalho", disse Mok, vice-presidente de recursos humanos da Samsung, em entrevista à Reuters.

"Houve de fato alguns casos de horas extras excessivas. Quando os funcionários precisam trabalhar no fim de semana, por exemplo, devido à alta temporária nos pedidos, as horas extras chegavam a 32 na semana ou 100 no mês", disse.

"Recomendamos que eles contratem mais trabalhadores, adotem maior automatização e melhorem os processos de produção, para corrigir esses problemas. Também estamos trabalhando em diretrizes que promoverão a redução gradual no número de horas extras trabalhadas", acrescentou.

A Samsung fabrica mais de 40 por cento de seus produtos na China, em sua grande maioria em fábricas próprias, porque as terceirizadas respondem por 10 por cento da produção.

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