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Petrobras investe US$ 11,5 bilhões em Sergipe e região vira peça-chave para estatal

Em meio à corrida por novas reservas, projeto no Nordeste conta com duas plataformas e gasoduto, mas não resolve sozinho o desafio de reposição de reservas da companhia

O projeto do Sergipe prevê a instalação de duas plataformas e a construção de um grande gasoduto, com início de produção estimado para 2030 (Petrobras /Divulgação)

O projeto do Sergipe prevê a instalação de duas plataformas e a construção de um grande gasoduto, com início de produção estimado para 2030 (Petrobras /Divulgação)

Publicado em 14 de abril de 2026 às 17h47.

Última atualização em 14 de abril de 2026 às 19h47.

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Enquanto tenta avançar na Margem Equatorial, a Petrobras acelera projetos já contratados para sustentar sua produção nos próximos anos. O principal deles está na Bacia Sergipe-Alagoas, que concentra um investimento de cerca de US$ 11,5 bilhões e se tornou uma das maiores apostas atuais da companhia.

O projeto prevê a instalação de duas plataformas e a construção de um grande gasoduto, com início de produção estimado para 2030. A expectativa é atingir cerca de 240 mil barris de petróleo por dia e 18 milhões de metros cúbicos de gás diariamente, com potencial de impulsionar a economia da região Nordeste.

Apesar da escala, a própria Petrobras reconhece que o ativo, sozinho, não é suficiente para sustentar o crescimento da companhia no longo prazo.

“A gente está indo para Sergipe, águas profundas, que também não tem o porte que a gente precisa para repor as reservas brasileiras", diz Magda Chambriard, presidente da Petrobras.

A fala da presidente da estatal, em entrevista exclusiva à EXAME, resume o dilema atual da estatal: avançar com projetos robustos no curto e médio prazo, sem perder de vista a necessidade de encontrar novas fronteiras de produção.

Hoje, 82% do petróleo brasileiro vem do pré-sal, altamente produtivo, mas com horizonte finito, previsto para chegar ao pico em 2030. Por isso, a Petrobras combina investimentos em regiões já conhecidas, como Sergipe-Alagoas, Margem Equatorial e reservas fora do país.

Nesse contexto, o projeto em Sergipe cumpre um papel estratégico: garante volume relevante de produção e reforça a presença da companhia no Nordeste. Mas, na visão da própria estatal, ele é apenas parte de uma equação maior, que envolve diversificação geográfica, novos descobertas e disciplina de investimento.

Mesmo com bilhões em curso, o futuro da Petrobras ainda depende de encontrar o próximo grande polo de petróleo.

A aposta na região “Mãe de Ouro”

Outra região no Nordeste que a Petrobras está apostando é o Rio Grande do Norte. O nome, segundo Chambriard, reflete mais a criatividade interna do setor do que qualquer garantia geológica.

“Mãe de Ouro, eu acho que é a criatividade do petroleiro que deu esse nome”, comenta.

A estratégia agora é buscar um volume maior que permita integrar essas áreas em um único projeto.

“Nós temos algumas descobertas pequenas, de menor porte, no estado do Rio Grande do Norte, que não viabilizam a exploração por si só. Então, esse prospecto, Mãe de Ouro, talvez por isso o nome, é um prospecto onde a gente espera um volume maior”, afirma.

Caso a expectativa se confirme, o plano é desenvolver uma nova plataforma que funcione como um hub regional.

“Se confirmado o volume maior, ele viabiliza, sim, uma nova plataforma usando também essas outras descobertas como satélites”, conta. “E aí a gente viabiliza uma plataforma para produzir não só de uma única oportunidade, mas de um cluster rio-grandense do norte.”

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