Dólar: movimento em torno das tarifas dos EUA mexe com a moeda americana. (Deagreez/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 14 de abril de 2026 às 18h36.
Uma experiência pessoal foi o ponto de partida para a criação de um dos negócios mais promissores dentro do turismo de luxo.
Ao enfrentar barreiras inesperadas após passar a utilizar cadeira de rodas, Karen Morales identificou uma falha estrutural no mercado e transformou essa lacuna em uma operação que gerou US$ 75 milhões em menos de um ano.
A mudança na mobilidade de Morales, em 2020, expôs um problema pouco discutido no setor de viagens. Mesmo em resorts de alto padrão, a acessibilidade não acompanhava o nível de serviço prometido.
Situações práticas evidenciaram essa lacuna. Em uma viagem ao Havaí, ela recebeu um quarto sem acesso adequado. Em outro caso, precisou percorrer longas distâncias para contornar barreiras físicas. A recorrência dessas experiências revelou um padrão negligenciado pelo mercado.
Com experiência prévia em planejamento de viagens e consultoria, Morales já possuía conhecimento operacional e visão de mercado. Ao ingressar na agência Fora, identificou a oportunidade de estruturar um novo segmento focado em acessibilidade.
O movimento começou de forma enxuta, com desenvolvimento interno de treinamentos e curadoria de destinos. Em pouco tempo, o projeto evoluiu para um pilar estratégico dentro da empresa.
Hoje, a iniciativa reúne mais de 300 consultores especializados e movimenta US$ 75 milhões em reservas. O crescimento evidencia como uma necessidade específica pode se transformar em uma frente relevante de geração de receita.
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