Preços do frete de aéreas disparam em meio à pandemia do coronavírus

Alguns aumentos chegam a 1.000%, dificultando a distribuição de carga no país

RIO – Os fretes cobrados pelas companhias aéreas dispararam em meio à pandemia do coronavírus, em um cenário de redução do número de voos. Os aumentos de preços chegaram a bater em 1.000% nos últimos dias, para transporte de mercadorias em voos pelo país.

A disparada no frete dificulta a distribuição de cargas de diversos setores, incluindo material urgente e jornais e revistas, que foram considerados serviços essenciais por decreto do governo durante a pandemia.

As companhias aéreas passaram a tratar praticamente toda carga como embarques de caráter emergencial e estão suspendendo o pagamento de indenizações em caso de descumprimento dos serviços.

Em nota, a Latam afirmou que “a crise de saúde global causada pelo coronavírus trouxe impactos significativos para a operação de todo o grupo” e que, em 16 de março, anunciou uma redução de 90% de sua malha internacional e 40% na sua operação doméstica.

“Os serviços transporte de cargas também sofrem impactos e, como forma de garantir a sustentabilidade de nosso negócio e resguardar nossas ofertas em rotas estratégicas, a companhia precisou adotar medidas de ajuste.”

Em nota, a Azul afirmou que “em função da redução na oferta de voos regulares da Azul, a Azul Cargo Express precisou fazer algumas mudanças em sua operação.”

“Desde o dia 23 de março, a empresa realizou ajustes em determinados mercados para garantir a viabilidade financeira e a regularidade de suas operações”, acrescentou.

Procurada, a Gol não enviou resposta específica sobre o problema, mas vem afirmando que, por causa da pandemia, redimensionou sua malha com uma redução na oferta de voos de 92% nos mercados domésticos e de 100% nos internacionais.

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