Novas revendedoras da Avon impulsionam resultado da Natura

A Avon cresceu no Brasil pela primeira vez desde o quarto trimestre de 2018 e atingiu o maior índice de satisfação das revendedoras nos últimos dez anos

Com lucro líquido de 377,7 milhões de reais no terceiro trimestre, o grande destaque dos resultados do grupo Natura foi a recuperação da marca Avon. A marca de 130 anos comprada pelo grupo Natura em 2019 e incorporada em janeiro deste ano avançou com mais consultoras, avanço de ferramentas digitais e o relançamento com uma campanha de marketing em 30 países. 

A Avon cresceu no Brasil pela primeira vez desde o quarto trimestre de 2018 e atingiu o maior índice de satisfação das revendedoras no Brasil e no México nos últimos dez anos. 

Na América Latina, as receitas da marca cresceram 19%, enquanto no Brasil a alta foi de 25%. Internacionalmente, as receitas aumentaram 22%, para 10,4 bilhões de reais no trimestre, mas caíram 7,3% em moeda constante, desconsiderando o efeito do câmbio.

Novas revendedoras

Parte desse crescimento da marca no país vem de novos revendedores para a marca Avon. "Com as pessoas mais em casa e o alto nível de desemprego, há muita gente buscando trabalho. A combinação desses elementos levou à chegada de novas consultoras à nossa base", diz João Paulo Ferreira, presidente da Natura em coletiva para investidores e analistas sobre os resultados do trimestre.

De acordo com o diretor, essas novas consultoras são de cinco a dez anos mais jovens que a média da base e já estão acostumadas a usar ferramentas digitais. Além disso, essas consultoras mais jovens da Avon trazem novas clientes. "Elas conseguem alcançar clientes que conhecem e gostam da marca, mas que ainda não tinham uma experiência satisfatória de compra e estão retornando à marca", diz Ferreira.

As ferramentas digitais continuam sendo usadas por consultoras, mesmo depois da reabertura gradual das lojas físicas. O comércio eletrônico chegou a representar 40% das vendas. Mesmo menor no momento, essa participação ainda é o dobro de antes da pandemia.

Nas marcas Natura e Avon, as vendas online cresceram 83%, com alta de 45% no número de pedidos e de 75% na criação de lojas virtuais pelas consultoras. As vendas pelo catálogo digital da Avon mais que dobraram em todo o mundo. 

"Novas revendedoras conseguem alcançar clientes que conhecem e gostam da marca, mas que ainda não tinham uma experiência satisfatória de compra e estão retornando à marca", diz Ferreira.

Principais números

A receita do grupo cresceu 32%, para 10,4 bilhões de reais, 12% em moeda constante, 5% acima da previsão do banco BTG. A marca Natura avançou 30% no Brasil, impulsionada por um aumento na produtividade das consultoras. 

Na América Latina, a margem Ebitda cresceu para 16,5%, e o Ebitda, resultado antes de taxas e juro e um indicador de rentabilidade bastante analisado pelo mercado, cresceu 96%. Em todo o grupo, o Ebitda chegou a 1,46 bilhão de reais, alta de 32%, também acima das previsões do mercado. 

A Natura também realizou um aumento de capital de 1 bilhão de dólares, o maior de todos os tempos no setor de consumo na América Latina. Mesmo antes desse aumento de capital, a empresa ainda tinha 8 bilhões de reais em caixa, o que a ajudou a pagar com antecedência bonds da Avon previstos para 2022. Além disso, esses valores devem ajudar a Natura a acelerar crescimento nos próximos três anos, diz a empresa.

"Os resultados resilientes da marca Natura, com a digitalização das representantes de vendas, e a recuperação gradual da Avon na América Latina, mesmo excluindo os efeitos do incidente cibernético, foram um destaque", diz o banco BTG em relatório sobre a Natura.

 

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