Negócios

Laep diz que Bermudas aceita prosseguir execução de dívida

Companhia disse que tribunais aceitaram dar prosseguimento a procedimentos de execução de dívida contra a empresa com valores de R$ 150 milhões


	Fábrica da Parmalat, controlada pela Laep: procedimento poderá causar até mesmo a liquidação da companhia
 (Alexandre Battibugli/EXAME.com)

Fábrica da Parmalat, controlada pela Laep: procedimento poderá causar até mesmo a liquidação da companhia (Alexandre Battibugli/EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 24 de junho de 2013 às 12h04.

São Paulo - A Laep Investments disse nesta segunda-feira, que tribunais de Bermudas aceitaram na sexta-feira dar prosseguimento a procedimentos de execução de dívida contra a empresa, o que poderá causar até mesmo a liquidação da companhia.

No fim de março, a Laep havia informado que um fundo de Cayman, o GLG Emerging Market Special Situations Fund, havia iniciado procedimento de execução de valores superiores a 150 milhões de reais.

Nesta segunda-feira, a Laep informou que a decisão das Cortes de Bermudas ocorreu mesmo após "terem sido informadas da ilegalidade da operação de aquisição do suposto crédito e de sua cobrança, com violação frontal a princípios de ordem pública do Brasil".

"O prosseguimento da execução poderá trazer graves prejuízos à sociedade, a seus empregados, acionistas e aos demais credores, podendo eventualmente implicar na indicação de um interventor ou mesmo na sua liquidação e a subsequente substituição dos administradores", informou a Laep.

O tema também está sendo investigado pela justiça brasileira, e a Polícia Federal estaria investigando irregularidadas na operação de crédito.

Além disso, a Polícia Civil apura indícios de envolvimento do fundo com alguns dos detentores de BDRs, que segundo a Laep teriam o objetivo de desestabilizar a empresa no mercado de capitais do Brasil.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasAlimentos processadosEmpresas italianasIndústrias de alimentosDívidas empresariaisFalênciasParmalatLaep

Mais de Negócios

Linguiça de peixe e geleia de gengibre: a foodtech que nasceu em uma sala de aula no Amapá

Após falência e divórcio, casal supera crise e cria franquia que fatura US$ 1,4 milhão por ano

Essa professora largou as salas de aula e criou um estúdio de design que fatura US$ 200 mil por ano

Aos 28 anos, ela acumulou dívida de US$ 141 mil e criou 'combo' de rendas extras para quitar tudo