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Glencore declarará força maior em parte do fornecimento de alumínio

Segundo fonte, ação acontecerá dias depois de os EUA terem sancionado principal fornecedor, a Rusal, e seu chefe, o magnata dos metais, Oleg Deripaska

Glencore: companhia controlará aproximadamente 4 milhões a 5 milhões de toneladas (Sebastian Derungs/AFP)

Glencore: companhia controlará aproximadamente 4 milhões a 5 milhões de toneladas (Sebastian Derungs/AFP)

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Reuters

Publicado em 11 de abril de 2018 às 18h40.

Londres - A gigante suíça de trading e mineração Glencore vai declarar força maior em parte do fornecimento de alumínio, dias depois de os Estados Unidos terem sancionado o principal fornecedor, a Rusal, e seu chefe, o magnata dos metais, Oleg Deripaska, disse uma fonte próxima do assunto.

A Glencore é acionista da Rusal e um de seus maiores clientes. O CEO da Glencore, Ivan Glasenberg, renunciou ao cargo como diretor da Rusal na terça-feira.

A força maior é uma cláusula em contratos que permite que as duas partes saiam do acordo quando surgem eventos extraordinários ou circunstâncias fora do controle.

A produção global de alumínio está prevista por volta de 65 milhões de toneladas em 2018. A Glencore controlará aproximadamente 4 milhões a 5 milhões de toneladas, das quais quase metade proveniente da Rusal.

Não ficou imediatamente claro qual volume seria afetado pela força maior, nem quais compradores.

Na sexta-feira, os EUA expandiram suas sanções contra a Rússia para incluir aliados do presidente Vladimir Putin como punição pela suposta interferência de Moscou nas eleições de 2016 e outras "atividades malignas".

 

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