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Ex-dono da Parmalat condenado a 18 anos de prisão

Calisto Tanzi foi considerado o mentor da fraude de US$ 21 bilhões que levou empresa à falencia

Calisto Tanzi, ex-dono da Parmalat: empresa atuava em mais de 30 países (Giuseppe Cacace/Getty Images)

Calisto Tanzi, ex-dono da Parmalat: empresa atuava em mais de 30 países (Giuseppe Cacace/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 9 de dezembro de 2010 às 15h12.

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Milão - Calisto Tanzi, fundador e ex-proprietário do grupo italiano Parmalat, cuja falência em 2003 deixou um buraco de 14 bilhões de euiros, foi condenado nesta quinta-feira por um tribunal de Parma (norte) a 18 anos de prisão, anunciaram os meios de comunicação locais.

A sentença foi pronunciada pela corte depois de mais de cinco horas de deliberações a portas fechadas.

A promotoria de Parma pediu uma pena de 20 anos de prisão para Tanzi, fundador do grupo alimentar italiano e considerado o "cérebro" da fraude que provocou a falência da maior multinacional italiana da alimentação.

Outras 16 pessoas foram julgadas por fraude, bancarrota e formação de quadrilha.

O caso Parmalat, considerado um dos maiores escândalos financeiros da Europa, explodiu em dezembro de 2003 depois da descoberta de um buraco contábil de mais de 21 bilhões de dólares ao câmbio atual.

Parmalat, que foi declarada insolvente poucos dias depois, empregava então 36.000 pessoas em 30 países e tinha fábricas e investimentos em quase toda a América Latina, em particular no Brasil.

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