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Em vez de vender mais, GOL decide vender melhor

No primeiro trimestre, margem ebitda da companhia subiu 36,8% enquanto que a receita caiu 3,8%


	GOL: prejuízo de 75,3 milhões de reais de janeiro a março
 (Renato Araújo/ABr)

GOL: prejuízo de 75,3 milhões de reais de janeiro a março (Renato Araújo/ABr)

Tatiana Vaz

Tatiana Vaz

Publicado em 14 de maio de 2013 às 13h40.

São Paulo – A companhia aérea GOL decidiu, nos últimos meses, que passaria a focar em vender passagens com maior margem do que vender mais e mais como vinha fazendo antes, no mesmo rumo que a TAM no caminho de concorrência acirrada que se formou entre elas.

Os resultados começaram a aparecer neste primeiro trimestre: a margem ebitda da companhia de aviação subiu 36,8% para 366,5 milhões de reais, enquanto que a receita caiu 3,8% para 2,08 bilhões de reais entre janeiro a março.

“Isso mostra a preocupação da companhia em reduzir custos e manter a margem para alavancar nosso negócio”, afirmou Paulo Kaknoff, presidente da companhia em teleconferência com analistas hoje.

Os custos com aumento de combustível e variação de dólar continuam a atrapalhar a operação da GOL que, para amenizar os impactos, tem feito uma série de iniciativas, como a redução de rotas, devolução de aeronaves e corte de pessoas.

De acordo com a companhia, parcerias como a fechada com a Delta, de compartilhamento de voos e atendimentos, também estão em linha com a estratégia de melhorar a margem da empresa até o final deste ano.

“A meta é mantermos uma margem operacional de 2% neste ano que, assim, ficaria por volta de 1,2 bilhão de reais e chegaria a 3 bilhões de reais, com a adição dos recursos que pretendemos conseguir com o IPO da Smiles”, disse o executivo.

Apesar de todas as medidas já tomadas e previstas, a companhia apresentou um aumento significativo do prejuízo de janeiro a março, de 75,3 milhões de reais, 81,8% acima dos 41,4 milhões de reais acumulados no mesmo período do ano passado. 

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