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Ele colocou TVs dentro de carros — e agora quer faturar R$ 100 milhões

Fundada em 2010, a LogiGo lança solução de gestão de frotas para ampliar sua carteira de clientes

Antonio Azevedo, fundador da LogiGo: A evolução consistente do nosso faturamento e a ampliação dos contratos confirmam que estamos no caminho certo”

Antonio Azevedo, fundador da LogiGo: A evolução consistente do nosso faturamento e a ampliação dos contratos confirmam que estamos no caminho certo”

Bianca Camatta
Bianca Camatta

Freelancer em Negócios

Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 13h55.

Telas multimídia para ouvir música, assistir vídeos e traçar rotas já são comuns nos carros brasileiros. Mas, em 2009, esse tipo de recurso ainda era raro.

Foi pensando em inovar que Antonio Azevedo fundou a LogiGo, em 2010, oferecendo exatamente esses tipos de soluções de multimídia automotiva para as concessionárias.

Hoje, a empresa atua em duas frentes: desenvolvimento de tecnologias automotivas diretamente para montadoras e, desde este ano, a LogiGo Fleet, dedicada ao monitoramento de frotas e rastreamento de ativos.

Em 2025, a LogiGo faturou R$ 39 milhões, e a expectativa é superar R$ 100 milhões até 2027. No radar, também está a expansão para os Estados Unidos.

Qual é a história da LogiGo

Antes da LogiGo, Azevedo já havia fundado uma escola de informática e uma loja de produtos de tecnologia, experiências que o prepararam para empreender em um mercado mais competitivo e com maior potencial de crescimento.

Inicialmente, a LogiGo atendia concessionárias que instalavam as telas multimídia para clientes interessados nas funcionalidades.

“Na época havia apenas a TV digital, mas depois surgiram as centrais multimídia, que permitem assistir ao YouTube, usar o Waze e muito mais diretamente na tela do carro”, lembra Azevedo.

Em 2014, a Toyota se tornou cliente da empresa, passando a receber o produto já na linha de montagem. Nos anos seguintes, outras montadoras, como Nissan, Ford e Mitsubishi, também adotaram as soluções da LogiGo.

Para isso, a LogiGo precisou se adaptar. “O número de engenheiros precisou crescer, enquanto a equipe comercial foi reduzida, já que agora atendíamos montadoras — poucas, mas com demanda maior — em vez de muitas concessionárias”, afirma.

Na visão do fundador, o crescimento da LogiGo se apoiou em três pilares: tecnologia avançada, entrega rápida e preços competitivos. A empresa desenvolve placas eletrônicas, peças plásticas e metálicas e softwares para veículos conectados, oferecendo recursos como conectividade, carregadores por indução e centrais multimídia.

As montadoras escolhem quais recursos querem implementar em seus carros, considerando preço e estratégia. A partir disso, desenvolvemos todo o produto: placas eletrônicas, peças plásticas e metálicas, além do software”, diz.

Novos produtos e diversificação

Com a entrada das grandes montadoras, a LogiGo passou a atender menos clientes, mas com demandas mais complexas. Para ampliar sua atuação, Azevedo lançou neste ano a LogiGo Fleet.

É uma plataforma que faz acompanhamento em tempo real, análise de uso dos veículos, segurança de carga, otimização de rotas e recursos avançados de detecção de comportamentos de risco ao volante, como frenagens bruscas, condução agressiva e excesso de velocidade.

O objetivo é apoiar gestores de frota de carro ou caminhão na redução de custos operacionais, aumento da eficiência e tomada de decisão mais rápida e assertiva.

A Fleet permite atender milhares de transportadoras de todos os portes. Oferecemos tecnologia que pode ser adaptada às necessidades de cada cliente, o que diversifica a fonte de receita e reduz a dependência de contratos com montadoras”, afirma Azevedo.

Em seu primeiro ano completo de operação, a meta é fechar contratos de 36 e 48 meses, com valor estimado de R$ 43,2 milhões, fortalecendo a geração de receita recorrente da empresa.

Expansão internacional

Na corrida pelo crescimento, a LogiGo aposta na expansão internacional. Em 2020, Azevedo chegou a abrir uma unidade nos Estados Unidos, mas precisou fechar as portas devido à pandemia da covid-19, que exigiu concentração na atuação nacional.

Seis anos depois, o plano de prospectar clientes americanos voltou a ser realidade. Para se consolidar no exterior, o negócio aposta na contratação de profissionais com conhecimento do mercado local.

Antes da chegada dos clientes, o desafio tem sido adaptar-se às legislações do país.

“Ainda estamos na fase de homologação do produto nos Estados Unidos, garantindo que ele atenda aos requisitos de telecomunicação”, conta. “Temos um time jurídico acompanhando todo o processo, porque, nos Estados Unidos, um problema pode gerar processos milionários, e não queremos correr esse risco”, acrescenta.

Com a nova solução e o crescimento internacional, a meta é atingir faturamento de R$ 100 milhões em 2027. "A evolução consistente do nosso faturamento e a ampliação dos contratos confirmam que estamos no caminho certo”, afirma.

Com o aumento da demanda, Azevedo prevê a mudança para uma fábrica maior. Atualmente, a unidade de São Bernardo do Campo tem 1.500 m², em endereço inaugurado em 2025.

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