Inteligência Artificial

Profissionais de tecnologia permanecem maioria absoluta no uso de IA, diz pesquisa da Anthropic

Cargos relacionados ao mercado de tecnologia e software disparam como os que mais utilizam IA; automação corporativa ocupa segundo lugar

Mulher usando um computador: setor de tecnologia ainda é o que mais utiliza chatbots na rotina corporativa (Getty Images)

Mulher usando um computador: setor de tecnologia ainda é o que mais utiliza chatbots na rotina corporativa (Getty Images)

Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury

Colaboradora

Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 12h27.

O uso de inteligência artificial para funções relacionadas a cargos de engenharia, tecnologia e programação domina as conversas com agentes multifuncionais. Dados da Anthropic obtidos a partir da análise da API pública da empresa e do assistente Claude Code apontaram que 49,7% dos pedidos vêm de trabalhadores das áreas citadas. É uma disparidade de 40,6% em relação ao segundo lugar: com apenas 9,1%, o próximo uso mais popular da ferramenta é para automação de tarefas administrativas em empresas.

Outras tarefas de destaque incluem marketing, vendas, análise de dados e finanças. O uso das IAs da Anthropic é quase nulo para medicina, questões de cunho legal, logísticas e turismo. Os números sugerem que ainda há resistência na adoção dos agentes para tarefas fora do mundo corporativo, visão que a indústria tem tentado alterar a partir da implementação de agentes multifuncionais.

A Samsung, por exemplo, adicionará a IA da Perplexity como funcionalidade para os aplicativos integrados do ecossistema no futuro. Empresas como Alibaba Baidu também começaram a optar por ferramentas que proporcionem diversas funções a partir de um robô, buscando acelerar o ecossistema como um todo.

A pesquisa, que tem como base somente os dados oferecidos pela Anthropic, foi classificada pela empresa como "incompleta", uma vez que a API pública permite a análise de "ferramentas individuais isoladamente" e o Claude Code "fornece sessões completas, mas apenas para um único produto que é amplamente utilizado para engenharia de software". Também é importante destacar que os dados foram analisados até o início de 2026, período em que agentes multifuncionais adicionados a ecossistemas ainda são novidade para usuários comuns.

Ao final do relatório, a empresa destaca que desenvolvedores de agentes devem treinar os modelos a partir da "incerteza", uma vez que a permanência dos consumidores está atrelada à possibilidade de interação imediata com os chatbots para correção ou dúvidas. "Nossas descobertas sugerem que usuários experientes deixam de aprovar ações individuais dos agentes e passam a monitorar e intervir quando necessário", diz a nota publicada no site oficial da empresa.

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