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Disney corta benefício de saúde para parte dos cônjuges de funcionários

A mudança valerá para cônjuges que tenham seguro médico pelo próprio empregador

Outros dependentes continuarão cobertos pela Disney. (Gary Hershorn/Getty Images)

Outros dependentes continuarão cobertos pela Disney. (Gary Hershorn/Getty Images)

Ana Dayse
Ana Dayse

Colaboradora

Publicado em 22 de agosto de 2026 às 14h54.

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A Disney vai restringir, a partir de 2027, a cobertura de saúde para cônjuges de funcionários nos Estados Unidos. Pela nova política, quem tiver acesso a um seguro médico por meio do próprio empregador não poderá mais utilizar o plano de saúde da empresa.

A mudança não afetará outros dependentes dos trabalhadores da companhia. Também serão mantidas as coberturas odontológica e oftalmológica para os cônjuges.

A medida foi divulgada inicialmente pelo site Puck e confirmada por um porta-voz da Disney ao Business Insider.

Segundo a empresa, a alteração acompanha uma série de ajustes nos benefícios oferecidos aos funcionários diante do aumento dos custos de assistência médica nos Estados Unidos.

Quem perderá a cobertura de saúde da Disney?

A nova regra da Disney será aplicada aos cônjuges que tenham acesso a um plano médico oferecido por seus próprios empregadores.

A restrição não vale para:

  • Cônjuges desempregados;
  • Cônjuges cujo empregador não ofereça seguro médico;
  • Outros dependentes dos funcionários;
  • Cobertura odontológica dos cônjuges;
  • Cobertura oftalmológica dos cônjuges.

Custos de saúde pressionam empresas nos EUA

A decisão ocorre em meio à alta das despesas com assistência médica para empregadores americanos.

Segundo estimativa da Aon, os custos de saúde das empresas devem subir 9,5% em 2027, no quarto ano consecutivo de crescimento próximo de dois dígitos.

A corretora de seguros afirmou que o período representa uma das mais longas fases de inflação elevada nos custos de saúde enfrentadas pelos empregadores em décadas.

Outras empresas também revisam benefícios

A mudança da Disney ocorre em meio a uma revisão mais ampla de benefícios corporativos nos Estados Unidos.

Uma pesquisa da Mercer mostrou que quase metade dos empregadores com pelo menos 500 funcionários considera alterar seus planos médicos em 2027. Entre as possibilidades estão aumentos nas franquias e nas coparticipações.

A Starbucks também anunciou que deixará de cobrir, a partir de outubro, medicamentos GLP-1 prescritos para funcionários elegíveis quando utilizados para tratamento de perda de peso.

Outros benefícios trabalhistas também estão sendo reduzidos. Segundo informações anteriores do Business Insider, a Zoom reduziu a licença parental remunerada em 2026, enquanto a Deloitte deve fazer mudanças semelhantes para parte de seus funcionários nos Estados Unidos a partir de janeiro.

Disney tinha cerca de 172 mil funcionários nos EUA

A Disney empregava aproximadamente 172 mil pessoas nos Estados Unidos em setembro de 2025.

A empresa também deve lançar, em 2027, um programa de compra de ações para funcionários, sujeito às aprovações necessárias.

Acompanhe tudo sobre:DisneySeguros de saúde

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