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Credit Suisse teve participação em colapso do BES

O banco suíço ajudou a reunir bilhões de dólares em ativos emitidos por veículos de investimento do Banco Espírito Santo e vendidos aos clientes de varejo


	Credit Suisse: representantes dos bancos suíço e português se recusaram a comentar o artigo
 (Spencer Platt]/Getty Images)

Credit Suisse: representantes dos bancos suíço e português se recusaram a comentar o artigo (Spencer Platt]/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 18 de agosto de 2014 às 08h27.

Nova York - O Credit Suisse ajudou a reunir bilhões de dólares em ativos que foram emitidos por veículos de investimento offshore do Banco Espírito Santo (BES) e vendidos aos clientes de varejo do banco português, disse o Wall Street Journal no domingo.

Em artigo em sua edição online, o jornal cita documentos corporativos e pessoas familiares com a situação, afirmando que os clientes não sabiam que os veículos de investimento continham emissões de dívida de várias companhias do grupo Espírito Santo e serviam como mecanismo para financiar o conglomerado português.

Quando contatado pela Reuters, o Credit Suisse na Suíça não tinha comentários sobre a notícia. O WSJ.com disse que representantes do Credit Suisse e do Espírito Santo se recusaram a comentar o artigo também.

O Banco Espírito Santo, que passa por dificuldades, é o segundo maior banco de Portugal. O governo português disse que emprestará 3,9 bilhões de euros (5,2 bilhões de dólares) para o fundo de resolução bancária encarregado de resgatar o Banco Espírito Santo.

O site do WSJ afirmou ainda que não está claro se o Credit Suisse participou diretamente na venda de ativos a clientes.

Reguladores portugueses na investigação do caso Espírito Santo identificaram ao menos quatro veículos de investimento offshore cujos ativos, principalmente ações preferenciais, foram vendidos com ajuda do Credit Suisse para clientes do Espírito Santo, disse o WSJ.com, citando fontes familiares com a investigação.

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