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Companhias dos EUA estão mais vulneráveis a ofertas hostis

Banqueiros e advogados dizem que as condições estão mais oportunas para ofertas hostis e não-solicitadas aumentarem em 2012

As companhias norte-americanas mantêm número recorde de 2,12 trilhões de dólares em caixa no terceiro trimestre (SXC.hu)
DR

Da Redação

Publicado em 9 de dezembro de 2011 às 22h56.

Nova York - Medidas de defesa contra aquisições como "pílulas de veneno" estão em seus níveis mais baixos em mais de uma década, fazendo com que empresas dos Estados Unidos estejam mais vulneráveis em um momento em que se espera um aumento no número de ofertas hostis.

O número de conselhos de administração enfraquecidos entre as empresas que fazem parte do índice S&P 500 - nos quais apenas um número limitado de diretores é eleito em dado ano - caiu para 25 por cento ante os aproximadamente 62 por cento em 2002, de acordo com a consultoria FactSet SharkRepellent.

As "pílulas de veneno", que tornam mais caras uma participação hostil para comprar ações a partir de um determinado patamar, recuaram para 11 por cento, ante os 60 por cento no mesmo período - apesar de que algumas companhias mantêm estas medidas na prateleira, reestabelecendo-as rapidamente quando surge uma ameaça.

Outras disposições como não permitir que acionistas convoquem reuniões especiais para 49 por cento ante 59 por cento, e permitir diretores de serem removidos apenas por justa causa caíram para 35 por cento ante 52 por cento.


"Isso pode fazer diferença se um comprador estratégico agressivo que queira compra a companhia colocar pressão no Conselho", disse Richard Grossman, sócio de fusões e aquisições da escritório de advocaica Skadden Arps.

"Se um alvo for vulnerável, eles devem realmente manter isso em mente, porque ao longo dos anos tornou-se menos tabu para as empresas estratégicas irem a público e lançar uma aquisição hostil", disse ele.

Banqueiros e advogados dizem que as condições estão mais oportunas para ofertas hostis e não-solicitadas aumentarem em 2012, à medida em que as companhias norte-americanas mantêm número recorde de 2,12 trilhões de dólares em caixa no terceiro trimestre, e buscam crescer em uma economia fraca e tirar vantagem dos baixos preços das ações das concorrentes.

"Eu diria que nos próximos meses, quando as coisas melhorarem, advogados serão chamados para fazerem perfis de defesa e analisar cartas e estatutos", disse Robert Katz, sócio para a área de fusões e aquisições do escritório de advocacia Shearman & Sterling.

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O número de conselhos de administração enfraquecidos entre as empresas que fazem parte do índice S&P 500 - nos quais apenas um número limitado de diretores é eleito em dado ano - caiu para 25 por cento ante os aproximadamente 62 por cento em 2002, de acordo com a consultoria FactSet SharkRepellent.

As "pílulas de veneno", que tornam mais caras uma participação hostil para comprar ações a partir de um determinado patamar, recuaram para 11 por cento, ante os 60 por cento no mesmo período - apesar de que algumas companhias mantêm estas medidas na prateleira, reestabelecendo-as rapidamente quando surge uma ameaça.

Outras disposições como não permitir que acionistas convoquem reuniões especiais para 49 por cento ante 59 por cento, e permitir diretores de serem removidos apenas por justa causa caíram para 35 por cento ante 52 por cento.


"Isso pode fazer diferença se um comprador estratégico agressivo que queira compra a companhia colocar pressão no Conselho", disse Richard Grossman, sócio de fusões e aquisições da escritório de advocaica Skadden Arps.

"Se um alvo for vulnerável, eles devem realmente manter isso em mente, porque ao longo dos anos tornou-se menos tabu para as empresas estratégicas irem a público e lançar uma aquisição hostil", disse ele.

Banqueiros e advogados dizem que as condições estão mais oportunas para ofertas hostis e não-solicitadas aumentarem em 2012, à medida em que as companhias norte-americanas mantêm número recorde de 2,12 trilhões de dólares em caixa no terceiro trimestre, e buscam crescer em uma economia fraca e tirar vantagem dos baixos preços das ações das concorrentes.

"Eu diria que nos próximos meses, quando as coisas melhorarem, advogados serão chamados para fazerem perfis de defesa e analisar cartas e estatutos", disse Robert Katz, sócio para a área de fusões e aquisições do escritório de advocacia Shearman & Sterling.

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