Como o big data ajudou empresas como a Ferrari e a CPFL

A Infor é uma das empresas que está cavando essa mina de ouro de dados para conseguir verdadeiros tesouros para seus clientes

São Paulo – O big data já é uma ferramenta poderosa para as empresas melhorarem sua eficiência e aumentarem os ganhos. Mais do que reunir grandes quantidades de informações sobre a companhia, é necessário saber analisá-las e interpretá-las.

A Infor é uma das empresas que está cavando essa mina de ouro de dados para conseguir verdadeiros tesouros para seus clientes. Está entre as maiores fornecedoras de aplicações e serviços empresariais do mundo, com 90.000 clientes em 170 países.

Entre seus clientes, estão a Nissan, Mitsubishi The Cheesecake Factory, Ferrari, a brasileira de energia CPFL e até o time de basquete Brooklyn Nets, entre outros. Ela trabalha com empresas no setor financeiro, de energia, varejo e seguradoras.

Um dos principais focos da companhia é o gerenciamento de ativos. Os ativos podem ser uma máquina, um gerador de energia ou até uma pessoa.

Antes de tudo, a companhia recolhe dados sobre o desempenho do ativo: horários de funcionamento, a performance e as variáveis que o afetam. Depois, analisa em que cenários o ativo tem o melhor desempenho e o que deve ser feito para melhorar a rentabilidade da empresa.

No pastoreio

Às vezes, os ativos que precisam ser gerenciados são animais. A Nutreco, um dos clientes da Infor e líder global em nutrição animal e aquática, buscou um sistema para definir qual a melhor ração dar a uma vaca ou salmão.

Ao otimizar o mix de alimentos, a empresa é capaz de melhorar a saúde e o rendimento dos animais. Ela produz mais de 100 plantas em 35 países e 11 centros de pesquisa, então tem informações de sobra para oferecer aos criadouros.

A Infor instalou dispositivos tecnológicos no campo, associados à internet das coisas e softwares de gestão para monitorar os sinais de saúde (ou doença) dos animais. É possível, por exemplo, concluir que a forma como um boi caminha indica problemas de saúde e falta de vitalidade e um sensor pode detectar o nível de acidez do estômago ou informar a quantidade de água que bebe.

Um exemplo ser visto no negócio de ração de camarão da Nutreco no Equador. Nessa análise, descobriram que os camarões fazem barulho quando estão com fome. Com a colocação de sensores nas lagoas, é possível entender quando eles precisavam se alimentar.

Nas fábricas

No caso da Ferrari, outro cliente da Infor, a companhia informatizou toda a linha de produção dos carros customizados. Assim, conseguiu fazer com que a montadora tivesse quase a mesma eficiência na fábrica de produtos feitos sob medida que suas linhas normais.

Os clientes que compram um carro esportivo feito sob medida podem ser ansiosos para saber se seu pedido já está pronto. Por isso, a companhia de tecnologia criou um sistema de gerenciamento que permite que o cliente verifique até em que ponto de produção seu carro está.

Em quadra

Um dos clientes da companhia é o time de basquete norte-americano Brooklyn Nets. O esporte já é bastante baseado em estatísticas, mas o sistema da Infor vai além e verifica o comportamento dos jogadores, mais que suas cestas. O acordo abrange quatro áreas principais: desempenho do time, experiência do fã, operações de negócios da equipe e patrocínio do Jersey patch.

Durante o treino, sensores monitoram os movimentos dos jogadores e analisam quantos passos, arremessos ou cestas cada um deu. O sistema analisa qual é a posição melhor treino para cada jogador e como eles podem se recuperar de uma lesão, por exemplo. Da temporada de 2017 para a de 2018 o time apresentou melhora, caindo consideravelmente o número de derrotas, diz a empresa.

Em campo

Outra empresa no portfólio da Infor é a CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz), empresa de distribuição de energia do Brasil. A empresa instalou sensores para verificar a temperatura e vibração dos cabos de energia, bem como a qualidade da transmissão e que variáveis levam a falhas na transmissão. Assim, a companhia consegue prever e prevenir a interrupção.

A CPFL não divulgou os dados específicos da parceria, mas de modo geral esse sistema garante a redução de 50% no tempo de manutenção, mão-de-obra e custos de contrato, além de 20% de redução de custos de materiais de manutenção, 20% ou mais de redução de gastos com energia e 5% de redução de custos de equipamentos novos.

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