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Black Friday 2023: na Amazon, 100 milhões de itens em estoque e aposta na venda de ar-condicionado

A quantidade de produtos com descontos no Brasil é o dobro do ano passado; operação brasileira é a que mais cresce entre os mercados emergentes operados pela varejista global

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Centro de distribuição da Amazon em Cajamar (SP): a varejista contratou 6.000 pessoas para dar conta da demanda neste fim do ano (Leandro Fonseca/Exame)

Centro de distribuição da Amazon em Cajamar (SP): a varejista contratou 6.000 pessoas para dar conta da demanda neste fim do ano (Leandro Fonseca/Exame)

O período entre outubro e o Natal responde a mais de um terço das vendas anuais da operação brasileira da varejista Amazon.

É, nas palavras de Daniel Mazini, o country manager da empresa no Brasil, o período do ano dedicado a ir atrás do consumidor que quer experimentar a Amazon pela primeira vez.

Em função da vitrine privilegiada trazida pela data, a empresa colocou mais produtos em oferta neste ano.

Em 2023, a empresa chega à Black Friday com 100 milhões de produtos em estoque. A quantia é o dobro do que a companhia tinha no ano passado.

"A gente está crescendo bastante no Brasil, mas tem muita gente para conhecer a empresa por aqui", diz ele. "Para isso, temos muita estratégia para o topo do funil."

Onde estão os investimentos

Nos últimos meses a empresa tem investido pesado numa operação logística mais robusta para dar conta da demanda na Black Friday.

Uma evidência disso é o número de rotas de voos dedicados da companhia aérea Azul para transportar mercadorias entre os dez centros de distribuição da companhia e as 62 estações de entrega, uma espécie de posto de transbordo entre os CDs e os domicílios dos clientes.

Nessa época do ano passado eram quatro rotas. Agora, são 25.

A mão de obra dedicada empregada nos centros de distribuição também aumentou em função da temporada de descontos.

Além dos cerca de 10.000 funcionários, a companhia contratou outros 6.000 para este fim do ano.

O que está vendendo mais

Por ali a expectativa de vendas com a Black Friday é a de repetir o bom resultado do Prime Day, campanha de descontos criada pela companhia nos Estados Unidos e realizada todos os anos usualmente em julho.

Em 2023, o braço brasileiro do Prime Day teve um aumento de 50% nas vendas na comparação com a campanha do ano passado.

Mais do que um aumento nas vendas, Mazini percebe uma mudança significativa no desejo dos consumidores dispostos a aproveitar a Black Friday.

"Antigamente as pessoas buscavam celular, televisão e computador, mas agora Black Friday não é mais sobre isso", diz ele.

Entre as categorias com volumes de venda em alta nas primeiras semanas de novembro estão produtos de beleza e higiene pessoal, além de itens para casa.

"Estamos animados com as vendas de aparelhos de ar-condicionado e ventiladores por causa do calorão", diz Mazini.

Quais são as expectativas

A Amazon não abre números sobre as vendas da operação brasileira.

Dito isso, a toada ali é de otimismo com os resultados conquistados até agora.

Em 2019, a Amazon abriu o primeiro centro de distribuição para venda direta de produtos, e também a de parceiros, no Brasil.

De lá para cá, a operação cresceu a ponto de virar uma das mais estratégicas para a empresa no mundo.

O Brasil é considerado pela Amazon um mercado emergente.

A categoria abarca todos os países onde a varejista começou a operação de 2014 para cá.

Naquele ano, a empresa investiu pesado para abrir a operação na Índia, país mais populoso do mundo e um dos principais mercados para a varejista.

“Dentro desse grupo, o Brasil é hoje o país de maior crescimento”, diz Mazini.

Veja estratégias de empresas para a Black Friday: 

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