Negócios

Black Friday 2023: qual é a previsão de vendas e o que mais você precisa saber

Que horas começa, quais as dicas para se proteger e economizar e como as empresas se organizaram neste ano

Black Friday: tudo que você precisa saber sobre a data promocional (ArtististGNDphotography/Getty Images)

Black Friday: tudo que você precisa saber sobre a data promocional (ArtististGNDphotography/Getty Images)

Daniel Giussani
Daniel Giussani

Repórter de Negócios

Publicado em 24 de novembro de 2023 às 00h01.

Última atualização em 24 de novembro de 2023 às 08h59.

Chegou a hora. A Black Friday 2023 acontece oficialmente nesta sexta-feira, 24. A data, criada nos Estados Unidos após o Dia de Ação de Graças para impulsionar as vendas do setor de varejo durante o mês de novembro, se popularizou e ganhou escala mundial. Aqui no Brasil, já é, para muitos varejistas, a data mais importante de vendas do ano, superando, inclusive, o Natal. 

Por conta disso, inúmeros compradores se organizam e antecipam sua intenção de fazer compras, uma excelente chance para companhias de várias dimensões incrementarem suas vendas e expandirem sua clientela. 

Neste ano, a projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é de que a Black Friday de 2023 movimente 4,6 bilhões de reais. Caso se concretize, será a maior movimentação financeira desde que a data foi incorporada ao calendário do varejo nacional, em 2010, com um crescimento de 4,3% ante a Black Friday do ano passado, descontada a inflação.

A aposta da CNC para o crescimento das vendas está atrelada à desaceleração da inflação e o início da descida das taxas de juros. Em novembro de 2022, por exemplo, os preços livres da economia registraram variação de 9,7%, ritmo significativamente mais intenso do que os pouco mais de 3,0% registrados neste ano. 

A EXAME separou alguns pontos para você ficar preparado e aproveitar a promoção da melhor maneira possível. Veja abaixo: 

Quando acontece a Black Friday

A data oficial da Black Friday 2023 é 24 de novembro. Nos últimos anos, porém, varejistas têm ampliado a data de promoção para converter mais promoções em venda. Por isso, não é raro encontrar redes com “Black Week” (se referindo a uma semana inteira de promoções) ou “Black November”, com promoções o ano inteiro. 

Qual o melhor horário para fazer compras

Com base em dados das últimas duas edições da Black Friday, o levantamento da  Promobit, plataforma especializada em promoções e descontos, identificou os horários com maior quantidade de promoções para cada categoria de produtos. Com isso, é possível estimar os melhores horários para comprar neste ano.

Qual é o melhor horário para comprar na Black Friday 2023?

Com base em dados das últimas duas edições da Black Friday, o levantamento da plataforma identificou os horários com maior quantidade de promoções para cada categoria de produtos. Com isso, é possível estimar os melhores horários para comprar neste ano.

O melhor momento para aproveitar os descontos será entre 22h da quinta, quando o número de ofertas atinge o ápice, e 01h da sexta, quando o fluxo começa a diminuir durante a madrugada.

Já no dia oficial da Black Friday, os melhores horários para comprar serão 12h, 15h e 17h, porém, a partir das 8h as promoções já começam a aparecer com mais frequência.

Como se proteger de fraudes na Black Friday

Além de ficar de olho nas ofertas, é preciso tomar cuidado com os golpes e fraudes. De acordo com o Mapa da Fraude da ClearSale, o primeiro semestre de 2023 registrou 2 milhões de tentativas de fraudes, 23,6% maior que no mesmo período do ano anterior.

Entre os pontos de atenção listados pela Promobit para evitar fraudes estão:

  • O falso desconto: algumas lojas podem aumentar os preços alguns dias antes, para abaixar novamente durante o evento, causando uma falsa sensação de promoção. Acompanhe o preço médio do produto desejado. 
  • Frete muito alto: outro tipo de golpe muito comum é o valor do frete muito alto. Alguns produtos podem aparecer com um desconto bastante agressivo, porém, ao finalizar a compra o consumidor se depara com um frete que supera o valor do produto ou que volta aos mesmos patamares do preço normal. Faça uma pesquisa em outros sites para saber o real valor do produto escolhido.
  • Sites e grupos falsos: observe o endereço do site para evitar cair em algum com o nome muito parecido com lojas já conhecidas do público. O mesmo vale para grupos de ofertas em aplicativos como WhatsApp e Telegram.
  • Procure saber sobre a reputação da loja: fazer uma pesquisa sobre a atuação da loja e o pós-venda pode evitar dores de cabeça com suas compras.

“Dar preferência para lojas já consolidadas no mercado e com boa reputação agrega segurança à compra”, diz Júlia Guerra, Gerente de moderação e atendimento do Promobit. “Se for comprar de uma loja ou marketplace que você não conhece muito, procure por avaliações dos vendedores e comentários de outros usuários. O Reclame Aqui e o Consumidor.gov são boas plataformas para buscar mais informações sobre as lojas”.

    Quais as dicas para economizar

    Gerente de moderação e atendimento da Promobit, Júlia Guerra separou sete dicas para economizar:

    1. Faça uma lista dos produtos que deseja comprar
    2. Aproveite todo o mês de novembro, porque há mais promoções além das feitas na sexta-feira
    3. Ative notificações de alertas e extensões das redes de varejo
    4. Fique de olho nos cupons de desconto e frete grátis
    5. Utilize ferramentas de comparadores e histórico de preços
    6. Participe de grupos de desconto
    7. Avalie as formas de pagamento. Pode ser que, pagando pelo Pix, haja mais desconto do que no cartão de crédito, ou vice-versa. 

    Quais foram as estratégias das empresas neste ano

    Neste ano, as empresas ouvidas pela EXAME focaram suas estratégias não tanto na queima de estoque, mas numa comercialização balanceada para garantir as margens. 

    Foi o caso, por exemplo, das Casas Bahia. “Essa Black Friday vai ser um pouco diferente, vamos entrar mais racionais, já que os estoques estão menos abarrotados”, diz o  CFO Elcio Ito, vendo um movimento similar também nos concorrentes.

    O foco da empresa neste ano foi deixar de lado produtos que não são seu “core business” e apostar naquilo que já tem experiência, como telefonia e eletrodomésticos. “O papo mesmo é geladeira, fogão, cama”, diz Vivian Zwir, diretora de marketing do Grupo Casas Bahia. “São produtos que sabemos que nossos clientes precisam e que têm valor agregado maior, por isso, acabam esperando a Black Friday para comprar”.

    Na Dafiti, importante e-commerce brasileiro, a estratégia foi semelhante. Anteciparam promoções e entenderam que os consumidores queriam, mesmo, não era o desconto pelo desconto, mas o “good deal” - aquela oferta irresistível. 

    No mundo físico, eu aproveitava o momento para ajustar o estoque, massificar na loja, forçar as vendas, colocar isso na cara do gol”, diz. “Isso não é tão forte no digital. Percebi ano passado que o comportamento de compra no digital é o ‘good deal’ (bom negócio, em inglês). O consumidor não quer o produto que sobrou. Ele quer ter valor, entender que valeu a pena comprar aquilo”. 

    Confira estratégias das empresas neste ano: 

    Acompanhe tudo sobre:Black Friday 2023Black FridayVarejo

    Mais de Negócios

    Méliuz vira sócia de startup mineira para deixar o cliente cada vez mais fiél

    Precavida Brasil quer expandir atuação no mercado nacional de precatórios

    EXCLUSIVO: Suzano investe US$ 5 milhões em startup canadense que desenvolve hidrogel com eucalipto

    Marqueteiro por trás dos copos Stanley retorna à Crocs

    Mais na Exame