Delcy Rodriguez: a vice-presidente assumiu como líder interina da Venezuela no último dia 3 de janeiro (PEDRO MATTEY/AFP)
Repórter
Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 07h33.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, ofereceu-se no último domingo, 4, para colaborar com os Estados Unidos em uma agenda voltada ao “desenvolvimento compartilhado”, adotando um tom conciliatório pela primeira vez desde a captura do presidente Nicolás Maduro por forças americanas.
Em publicação nas redes sociais, Rodríguez afirmou que o governo venezuelano prioriza uma transição para relações respeitosas com Washington. No sábado, ela havia criticado a operação dos EUA como uma apreensão ilegal de recursos nacionais do país.
“Convidamos o governo dos Estados Unidos a colaborar conosco em uma agenda de cooperação orientada ao desenvolvimento compartilhado, no marco do direito internacional, para fortalecer uma convivência comunitária duradoura”, disse Rodríguez em nota.
“O presidente Donald Trump, nossos povos e nossa região merecem paz e diálogo, não guerra”, acrescentou.
Além de presidente interina, Rodríguez também ocupa o cargo de ministra do Petróleo. Ela é considerada, há anos, a pessoa mais pragmática do círculo interno de Maduro. Trump já havia declarado que ela estaria disposta a trabalhar com os Estados Unidos.
Publicamente, no entanto, Rodríguez e outros integrantes do governo classificaram as detenções de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, como um sequestro e afirmaram que Maduro continua sendo o líder legítimo da Venezuela.
Também no domingo, Trump afirmou a jornalistas que poderia ordenar um novo ataque caso a Venezuela não coopere com os esforços dos EUA para abrir o setor de petróleo e interromper o tráfico de drogas.
O presidente americano ainda ameaçou ações militares na Colômbia e no México e declarou que o regime comunista de Cuba “parece estar pronto para cair” por conta própria.
*Com informações de AFP e EFE