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Trump diz que Cuba 'vai cair muito em breve' e governo deseja negociar com os EUA

Em entrevista à emissora americana, o presidente celebrou também a nova liderança política da Venezuela após a prisão de Nicolás Maduro

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 6 de março de 2026 às 14h40.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira, 6, que o governo de Cuba deverá cair "muito em breve" e reiterou que Havana demonstra "muitíssima vontade" de negociar com Washington.

Em conversa com a emissora americana CNN sobre a operação militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã, Trump afirmou que o regime cubano poderia se tornar o próximo alvo após a campanha que classificou como "bem-sucedida" no Oriente Médio. O conflito chegou ao sétimo dia e, nos ataques iniciais, morreram o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e integrantes de alto escalão do governo.

"Cuba vai cair muito em breve, aliás, sem relação alguma, mas Cuba também vai cair. Eles têm muitíssima vontade de chegar a um acordo", disse Trump à emissora.

Segundo o presidente americano, os cubanos "querem chegar a um acordo". Para conduzir eventuais negociações, Trump afirmou ter designado o secretário de Estado, Marco Rubio, de origem cubano-americana.

"Veremos como sai. Agora mesmo estamos muito focados nisto (Irã)", acrescentou. "Temos tempo de sobra, mas Cuba está pronta, depois de 50 anos. Passo 50 anos observando-a", comentou.

Recentemente, o republicano já havia afirmado que Havana está "desesperada" para fechar um acordo com seu governo e disse que seria "apenas uma questão de tempo" até que os Estados Unidos voltassem sua atenção ao país caribenho, sugerindo que a operação militar contra o Irã acabou desviando momentaneamente o foco da Casa Branca.

Queda da parceria entre Cuba e Venezuela

Em entrevista ao portal Politico, Trump afirmou nesta quinta-feira, 5, que a eventual queda do governo cubano seria "a cereja do bolo" após a operação realizada em janeiro na qual os Estados Unidos capturaram o então presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado próximo de Havana.

O presidente americano citou ainda a cooperação "maravilhosa" com o governo interino liderado pela chavista Delcy Rodríguez. Washington anunciou nesta quinta-feira que pretende restabelecer relações com o país após anos de distanciamento.

Nas últimas semanas, veículos de imprensa dos Estados Unidos relataram contatos entre Marco Rubio e Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-presidente cubano Raúl Castro.

Segundo esses relatos, tratam-se de aproximações iniciais, ainda sem caráter de negociação formal. As conversas indicariam discussões preliminares sobre possíveis reformas econômicas graduais em Cuba e uma retirada progressiva das sanções impostas por Washington.

*Com informações da agência EFE. 

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