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Trump diz que conversou com Lula no G7 e classifica Brasil como 'país politicamente difícil'

Declaração ocorreu após condenação do deputado cassado Eduardo Bolsonaro pelo STF a 4 anos de prisão

Presidente dos EUA, Donald Trump, em discurso durante a coletiva de encerramento da cúpula do G7, em Évian, no leste da França (Mandel Ngan/AFP)

Presidente dos EUA, Donald Trump, em discurso durante a coletiva de encerramento da cúpula do G7, em Évian, no leste da França (Mandel Ngan/AFP)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 17 de junho de 2026 às 15h16.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quarta-feira, 17, que teve uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a cúpula do G7 e classificou o Brasil como um país de cenário político complexo.

A declaração foi feita durante entrevista à imprensa em Evian, na França. Ao ser questionado por jornalistas brasileiros sobre as tarifas impostas ao Brasil e sobre a possibilidade de o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) serem classificados como organizações terroristas, Trump limitou-se a confirmar o encontro com Lula.

"Sim, eu passei bastante tempo com ele [Lula], na verdade", afirmou Trump, sem detalhar o conteúdo da conversa.

Na sequência, o presidente norte-americano fez comentários sobre a situação política brasileira. "Tornou-se um país um pouco complicado, não é? Politicamente. Tem sido um pouco perigoso politicamente".

Trump também mencionou o cenário eleitoral brasileiro e deu declarações que indicam ter confundido os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro.

"Tem sido desagradável. Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um cargo hoje. Fiquei sabendo disso depois que saímos. Eu tinha acabado de me despedir dele [Lula] e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas, e o prenderam porque ele deu uma declaração no Texas. Prenderam ele, ou querem prender ele".

Em seguida, o presidente dos Estados Unidos relacionou a situação brasileira às disputas políticas em seu próprio país. "Eles [Brasil] jogam duro, mas ninguém joga mais duro do que os Estados Unidos. Nossas eleições são totalmente roubadas", disse.

Condenação de Eduardo Bolsonaro

A declaração ocorre um dia após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenar o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) por tentativa de interferência no julgamento envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro no caso da trama golpista. A pena fixada foi de quatro anos e dois meses de prisão.

Apesar da condenação, Eduardo Bolsonaro não foi preso. O processo ainda não teve trânsito em julgado e, por esse motivo, não existe mandado de prisão contra o ex-deputado, que atualmente reside nos Estados Unidos.

Eduardo também não é pré-candidato à Presidência da República. O nome associado à disputa eleitoral é o de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, que não responde a processo relacionado ao caso citado por Trump.

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