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STF condena por unanimidade Eduardo Bolsonaro por coação em processo sobre tentativa de golpe

Filho do ex-presidente foi julgado por tentar atrapalhar julgamento que apurou tentativa de golpe em 2022.

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 16 de junho de 2026 às 16h53.

Última atualização em 16 de junho de 2026 às 18h30.

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou por unanimidade, terça-feira, 16, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) sob a acusação de tentar influenciar o julgamento que envolve seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.

Relator da ação, o ministro Alexandre de Moraes votou pela condenação do parlamentar. O entendimento foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, formando maioria no colegiado por volta das 16h.

Em seu voto, Moraes afirmou que as provas reunidas nos autos indicam a prática do crime de coação no curso do processo por parte de Eduardo Bolsonaro, em linha com a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A unanimidade foi definida pelo voto do ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do STF, às 17h. Mais tarde, o colegiado fixou a pena do deputado cassado para 4 anos e 2 meses de prisão.

Entenda a denúncia contra Eduardo Bolsonaro

Em maio, a PGR denunciou Eduardo Bolsonaro por suposta atuação junto ao governo do presidente Donald Trump, nos Estados Unidos. Segundo a acusação, ele teria buscado criar um ambiente de instabilidade e temor por meio da projeção de possíveis retaliações estrangeiras contra ministros do STF e contra o Brasil.

De acordo com a Procuradoria, a finalidade dessa atuação era impedir uma eventual condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo relacionado à chamada trama golpista.

A PGR afirma que o conjunto de provas reunidas ao longo da investigação confirma a prática criminosa. Para o órgão, as ações tiveram como objetivo colocar os interesses da família Bolsonaro acima das normas do devido processo legal e do funcionamento da Justiça, com o intuito de evitar a responsabilização criminal do ex-presidente.

Entre os elementos apresentados pela Procuradoria estão declarações concedidas por Eduardo Bolsonaro em entrevistas, publicações em redes sociais e mensagens trocadas com Jair Bolsonaro. Segundo a acusação, o material aponta para articulações realizadas nos Estados Unidos com o propósito de pressionar integrantes da cúpula do Judiciário.

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