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Governo Trump avalia 'ativamente' a compra da Groenlândia, diz Casa Branca

Na terça-feira, a secretaria de imprensa, Karoline Leavitt, afirmou que o governo avaliava o uso das Forças Armadas dos EUA para controlar a ilha

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 16h09.

Última atualização em 7 de janeiro de 2026 às 16h10.

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A Casa Branca confirmou nesta quarta-feira, 7 de janeiro, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia junto a seus assessores a possibilidade de comprar a Groenlândia, território pertencente à Dinamarca.

"É algo que o presidente e sua equipe de segurança nacional estão debatendo ativamente neste momento", disse Karoline Leavitt, secretária de imprensa do governo Trump, em coletiva de imprensa.

A declaração oficial veio após o secretário de Estado, Marco Rubio, comunicar a congressistas que a proposta está sendo considerada como uma negociação formal de compra, e não uma ação de força. Rubio afirmou que pretende se encontrar com autoridades do governo dinamarquês na próxima semana para discutir a iniciativa.

No entanto, na terça-feira, a gestão norte-americana afirmou que não descarta meios alternativos, inclusive de natureza militar, para anexação da ilha.

Segundo Karoline Leavitt, assessora da Casa Branca, Trump considera que conter avanços estratégicos de Rússia e China no Ártico é uma prioridade para os Estados Unidos. Por esse motivo, sua equipe avalia como se daria uma eventual aquisição da Groenlândia.

Questionada sobre o motivo de o presidente não descartar uma ação militar contra um país membro da Otan, ela afirmou que essa possibilidade está sendo analisada em função dos interesses de segurança nacional e das mudanças no equilíbrio geopolítico da região.

"Isso não é algo que este presidente faça. O presidente Trump sempre tem todas as opções sobre a mesa".

A Groenlândia é uma região autônoma localizada no Ártico, com importância estratégica crescente devido à sua posição geográfica e às reservas naturais que abriga. A possível aquisição reforçaria a presença dos Estados Unidos em um território-chave para disputas geopolíticas e acesso a recursos minerais.

Cobrança de Trump

A sinalização de interesse dos Estados Unidos pela Groenlândia foi reforçada na segunda-feira, 5, quando o secretário de Estado, Marco Rubio, tratou do tema em reunião com membros das comissões de Serviços Armados e de Relações Exteriores da Câmara e do Senado. Segundo autoridades norte-americanas, a conversa teve caráter de esclarecimento sobre a proposta de compra do território.

No mesmo dia, o presidente Donald Trump solicitou a seus assessores uma atualização de planos anteriores que envolviam a possível aquisição da ilha, considerada estratégica por Washington.

Em coletiva de imprensa no Capitólio, Rubio informou que pretende se reunir na próxima semana com autoridades do governo dinamarquês, após a solicitação de diálogo feita por Copenhague em resposta às declarações recentes de Trump.

A sessão no Congresso, inicialmente dedicada à pauta da Venezuela, acabou sendo marcada por questionamentos de parlamentares sobre os comentários do presidente norte-americano e de seu assessor, Stephen Miller, a respeito da Groenlândia. As falas, classificadas como agressivas, geraram preocupação entre os legisladores. Ainda assim, Rubio evitou esclarecer o que exatamente significaria a proposta de compra do território.

O interesse do presidente Donald Trump pela Groenlândia é motivado também pelo potencial da ilha em minerais considerados estratégicos. A Groenlândia é um território com população reduzida e governo autônomo, mas permanece sob soberania da Dinamarca, integrante da Otan, a aliança militar ocidental. A Dinamarca estabeleceu domínio colonial sobre a região no século XVIII e, posteriormente, concedeu à ilha um status de autonomia durante o século XX.

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